Advogados e público pedem enforcamento de dono de prédio em Bangladesh

Por Reuters |

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Equipes de resgate creem ser impossível encontrar mais sobreviventes em desabamento que deixou ao menos 382 mortos. Proprietário de prédio ficará 15 dias em prisão preventiva

Reuters

Advogados e manifestantes de Bangladesh gritaram "enforquem-no, enforquem-no" nesta segunda-feira, enquanto o proprietário do prédio que desabou na semana passada, deixando 382 mortos, era levado ao tribunal vestindo um capacete e um colete à prova de bala, disseram testemunhas.

Rumo à Índia: Dono da fábrica que desabou em Bangladesh é preso tentando fugir

AP
Mohammed Sohel Rana (C), proprietário de prédio que desabou em Bangladesh, é levado para corte em Daca um dia após sua prisão

Outros presos: Dois chefes da fábrica e dois engenheiros também são detidos

Equipes de resgate disseram ser improvável que mais sobreviventes sejam encontrados nos escombros do prédio que desabou na quarta, soterrando centenas de trabalhadores do setor têxtil que estavam no local, no pior acidente industrial do país.

Pesadas gruas eram usadas nesta segunda para levantar enormes blocos de concreto a partir dos destroços do Rana Plaza, onde 382 tiveram as mortes confirmadas até agora. O prédio abrigava confecções de roupas para marcas ocidentais.

Negligência: Fábricas de Bangladesh ignoraram alerta de risco antes de desabamento

Oito pessoas foram presas - quatro donos de fábricas, dois engenheiros, o proprietário do edifício, Mohammed Sohel Rana, e seu pai, Abdul Khalek. A polícia está à procura de David Mayor, um quinto dono de fábrica, que disseram ser um cidadão espanhol.

Rana, um líder local da juventude da Liga Awami, atualmente no poder, foi mostrado na televisão sendo levado para Daca algemado, depois de ter sido detido na cidade fronteiriça de Benapole pelo batalhão de elite da polícia após uma caçada de quatro dias. Ele foi preso no domingo, aparentemente tentando fugir para a Índia.

"Coloquem o assassino na forca, ele não merece qualquer misericórdia ou pena mais branda", gritava um espectador do lado de fora do tribunal. O tribunal ordenou que Rana fosse mantido por 15 dias "em prisão preventiva" para interrogatório.

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