Pelo menos 23 morreram e outros estão desaparecidos depois de operação do exército. Ministro afirmou que sequestradores são de seis nacionalidades diferentes

Imagem de uma TV argelina mostra reféns rendidos por combatentes islâmicos.
Reuters
Imagem de uma TV argelina mostra reféns rendidos por combatentes islâmicos.

O governo da Argélia afirmou neste domingo (20) que pode aumentar o número de reféns mortos depois de quatro dias de certo e ataques de forças argelinas a uma refinaria de gás no deserto do Saara, invadida por extremistas islâmicos.

Em uma entrevista para uma rádio argelina, o ministro das comunicações argelino, Mohammed Said, afirmou que o número de mortos "infelizmente, vai ser revisado para cima". Um oficial argelino afirmou, segundo a AP, que mais 25 corpos foram encontrados neste domingo no local, mas sem precisar se todos eram de reféns ou se havia militantes entre os mortos. 

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Ele acrescentou que os militantes responsáveis pelo sequestro são de seis nacionalidades diferentes, "países árabes e africanos e de países não africanos".

Até o momento, o número de reféns mortos é de 23. Britânicos, americanos, noruegueses e japoneses estão entre os desaparecidos depois do cerco à refinaria no sul da Argélia, que foi encerrado por um ataque do Exército argelino no sábado.

O governo da Argélia afirma que os soldados mataram 32 extremistas e as autoridades informaram que o Exército lançou o ataque final depois que os militantes islâmicos começaram a mater os reféns estrangeiros.

Neste domingo, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, confirmou que três britânicos foram mortos durante o sequestro. Outros três continuam desaparecidos.

Segundo o ministro do Exterior da Grã-Bretanha, William Hague, as autoridades do país estão 'trabalhando duro" para localizar os desaparecidos.

Más notícias
O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou que o governo argelino poderá dar más notícias a respeito dos reféns.

"Segundo o que ouvimos do governo argelino, existem informações terríveis sobre nossos cidadãos", afirmou.

Abe pediu ao primeiro-ministro argelino, Abdelmalek Sellal, medidas para acelerar a confirmação da situação dos japoneses.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou que "tudo parece indicar" que um cidadão colombiano morador da Grã-Bretanha está entre os reféns mortos. Mas, de acordo com Santos, a informação sobre a situação de Carlos Estrada, que trabalhava para a BP, "não é 100%".

Além de Estrada, dois cidadãos da Malásia e cinco noruegueses ainda estão desaparecidos.

O campo de gás de Tigatourine, no leste do país, é operado pela britânica BP, pela norueguesa Statoil e pela petroleira estatal argelina.

Culpados
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, responsabilizou os "terroristas" pela morte dos reféns na refinaria.

"Este ataque é outro lembrete da ameaça da Al-Qaeda e outros grupos extremistas violentos no norte da África", disse Obama no sábado.

"Vamos continuar trabalhando com todos nossos parceiros para combater a calamidade do terrorismo na região."

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que os militantes realizaram um "ataque cruel e covarde". Ele admitiu que as reação das autoridades argelinas ao sequestro foi criticada, mas acrescentou que era "extrememamente difícil responder (a este sequestro) e acertar em todos os aspectos".

A agência de notícias estatal APS afirmou, citando o Ministério do Interior da Argélia, que 685 funcionários argelinos foram libertados. Dos 132 trabalhadores estrangeiros do complexo, 107 teriam sido resgatados.

Os extremistas seriam liderados por Abdul Rahman al-Nigeri, segundo a agência de notícias ANI, da Mauritânia.

Eles afirmaram ter agido em retaliação à intervenção militar francesa no Mali .

Com BBC e AP

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