Na ONU, Netanyahu fala em impor limite ao Irã para evitar 'intervenção militar'

Primeiro-ministro de Israel diz que a única solução para evitar uma guerra é traçar uma 'linha vermelha limite' para o programa nuclear iraniano

iG São Paulo |

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não poupou críticas a dois de seus principais desafetos na instável região do Oriente Médio, em discuro na Assembleia Geral da ONU, nesta quinta-feira. Netanyahu criticou a vontade de Mahmoud Abbas em obter reconhecimento do Estado palestino de "forma unilateral" e disse que o Irã está a um passo de sofrer uma intervenção militar.

AP
Premiê israelense mostra diagrama sobre o programa nuclear do Irã em discurso na ONU

Para Netanyahu, as potências mundias deviam impor uma "linha vermelha limite" para o Irã. Se cruzada, o país sofreria uma intervenção militar para conter o avanço de seu polêmico programa nuclear. "A hora já passou", disse. "Se o governo iraniano receber uma linha vermelha limite, ele irá recuar", concluiu.

Leia também: Na ONU, Abbas pede mudança de status para palestinos e ataca Israel

Segundo o premiê isralense, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad terá suficiente urânio enriquecido para construir bombas atômicas a partir de meados de 2013. "Nada assusta mais o mundo do que o Irã armado com bombas-nucleares", sentenciou.

Netanyahu utilizou um diagrama bastante simplório para explicar que as agências de energia nuclear do Irã continuam enriquecendo material para fabricar armas, embora Ahmadinejad tenha reiterado várias vezes sobre a natureza pacífica de seu programa. "Uma linha limite não significa guerra, significa que vamos previnir uma outra guerra, ganhando tempo para impor mais sanções econômicas", declarou.

Ameaças nucleares

AP
Imagem mostra os assentos vagos da delegação de Israel durante o discurso de Ahmadinejad

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad , também discursou durante o segundo dia da Assembleia Geral da ONU e provocou os líderes mundiais com suas famosas indiretas. Ele afirmou que sua nação está comprometida com a paz global e culpou outras potências, como Estados Unidos e Israel, de participarem de uma corrida armamentista e de provocarem o povo iraniano com bravatas. As delegações dos Estados Unidos e de Israel se retiraram antes do início da cerimônia.

"O Irã tem uma visão global e apoia qualquer esforço para promover a paz e a tranquilidade no mundo", afirmou o presidente iraniano. Mas, logo em seguida, mandou um recado para os Estados Unidos, alertando para uma "corrida armamentista e intimidação nuclear realizada pelas potências hegemônicas estão prevalecendo" no cenário atual. "Sentimos que o Irã está sob ameaça constante", disse.

Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu a tolerância e o fim das políticas que opõem Ocidente e mundo árabe em seu discurso na 67ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece em meio aos protestos muçulmanos contra um filme americano anti-Islã . No que deve ser seu último grande discurso internacional antes da eleição de novembro , Obama aproveitou o palco da ONU para fazer um alerta ao Irã dizendo que, embora continue defendendo a diplomacia como solução do impasse sobre o programa nuclear iraniano, o tempo para o país colaborar "não é ilimitado".

Com BBC e AP

    Leia tudo sobre: israelirãahmadinejadnetanyahuobamaonu

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG