Em reunião com Dilma, líder indonésio promete tentar evitar morte de brasileiro

Durante encontro em NY presidenta pede que homem condenado por tentar entrar na Indonésia com cocaína seja poupado de execução

Carolina Cimenti - Nova York | - Atualizada às

AP
A presidenta Dilma Rousseff abriu a 67ª Assembleia Geral da ONU

O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, afirmou nesta terça-feira à presidenta Dilma Rousseff que "fará o seu melhor" para evitar a execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 50 anos, condenado à morte por fuzilamento ao tentar entrar na Indonésia com mais de dez quilos de cocaína.

Dilma teve um encontro com o líder indonésio por cerca de meia hora, depois de fazer o discurso de abertura da 67ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

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Segundo o  iG apurou, a presidenta não fez nenhuma solicitação de extradição ou de clemência pelo brasileiro. Dilma apenas solicitou que o presidente considerasse o seu pedido para que a vida do cidadão brasileiro fosse poupada. O líder indonésio disse que entendia o pedido e reiterou que fará o seu melhor para evitar que Cardoso Moreira seja fuzilado.

O brasileiro foi preso em 2003 no aeroporto da capital, Jacarta, com 13,4 quilos de cocaína. No ano seguinte, foi condenado à morte. Os apelos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao colega indonésio por um perdão presidencial não conseguiram reverter a situação.

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A Indonésia adotou a pena de morte para condenados a tráfico de drogas em 1997, seguindo o exemplo de outros países como a Tailândia, Malásia, Cingapura e Filipinas.

Discurso na ONU

Em um discurso menos aplaudido em comparação ao do ano passado, quando se tornou a primeira mulher a abrir a Assembleia Geral, a presidenta afirmou que o Brasil condena "fortemente a violência na Síria", rejeita o preconceito contra islâmicos e defende o fim do embargo americano à Cuba.

Dilma subiu o tom contra os países ricos, criticando o que chamou de "política monetária expansionista, que desequilibra as taxas de câmbio" , e defendeu o Brasil das recentes acusações de protecionismo feitas pelos Estados Unidos, dizendo se tratar, ao contrário, de "legítima defesa comercial". " A opção por políticas fiscais ortodoxas vem agravando a recessão das economias desenvolvidas com reflexos nos países emergentes, incluindo o Brasil", disse Dilma.

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