Macarrão chora ao saber que está sendo acusado de matar Eliza por amor a Bruno

"Se tivesse matado por amor seria o maior serial killer do mundo, afinal Bruno tinha trocentas mulheres", diz defesa de Macarrão

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, chorou ao saber que a defesa do ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza o acusa de ter matado Eliza Samudio por um sentimento amoroso dele pelo atleta. Eliza foi amante de Bruno e teve um filho com ele há dois anos. Ela desapareceu pouco depois do nascimento de Bruninho e investigação policial acusa Bruno, Macarrão e outras sete pessoas de envolvimento no caso, incluindo um menor à época do crime.

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AE
Macarrão, em dezembro de 2011, durante sessão de depoimentos no Departamento Estadual de Operações Especiais
A informação da reação de Macarrão às entrevistas do novo defensor de Bruno, Rui Pimenta, é do advogado dele, Wasley Cesar de Vasconcelos. “Ele falou comigo ontem e tinha lágrimas nos olhos. Ficou muito constrangido”, disse Vasconcelos ao iG .

Pimenta assumiu o caso no final do ano passado e declarou a jornalistas, nesta quinta-feira (12), que a tatuagem de Macarrão em homenagem ao Bruno indica sentimento homossexual. Disse ainda que Eliza foi morta por Macarrão por amor dele ao ex-atleta do Flamengo.

“Se ele tivesse matado por amor, seria o maior serial killer do mundo, afinal Bruno tinha trocentas mulheres. E porque Bruno iria esperar um ano e dez meses para revelar isso?”, indaga o advogado de Macarrão.

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Ex-braço direito de Bruno, Macarrão é casado e tem duas filhas. Vasconcelos disse que tanto a mulher de Macarrão quanto ele ficaram abalados com a nova tese da defesa de Bruno. Segundo o advogado, Macarrão nega ser gay. "Graças a Deus sou homem", disse ele ao advogado nesta quinta-feira.

Para o advogado, entretanto, nada muda. Vasconcelos conta que já esperava que Macarrão, em algum momento do processo, poderia ser acusado do crime, pois foi o último a estar com Eliza no sítio do atleta. “Ontem, fui a penitenciária Nelson Hungria e, quando cheguei, ele (Macarrão) já sabia. Ele estava desesperado, chorando, falando: como que eu vou fazer agora dentro do presídio?". E completou: "Sabemos que existe preconceito. Por livre e espontânea vontade, ele deixou de ir ao banho de sol já ontem. Sabemos que o Bruno é um ídolo e não é diferente dentro da cadeia. Ele realmente tem um tratamento diferenciado”.

O advogado de Macarrão disse também que apesar da mudança na defesa de Bruno, que agora acusa Macarrão do crime, não haverá mudança na sua tese. “Não vou acusar o Bruno. Eu poderia dizer que o Bruno mantinha um caso com o Macarrão e segurou isso tudo, afinal o Macarrão era homem de confiança dele. Mas não vou fazer isso porque não é verdade.”

Bruno trabalha como faxineiro na prisão e ganha R$ 400 por mês

Vasconcelos acredita que Eliza esteja morta, mas sugere que o crime possa ter sido cometido por pessoas não ligadas ao Bruno. Assim como Rui Pimenta, ele defende o desmembramento do processo, especialmente agora que as defesas de Bruno e Macarrão são divergentes. “Eliza tinha muito inimigos. Minha defesa é negativa de autoria e ausência de prova. Ele deixou Eliza em um ponto de táxi”.

O defensor de Macarrão também disse ter conversado com Bruno ontem sobre a nova tese de defesa. Segundo Bruno, caberá ao seus advogados falar por ele. “Eu quis saber não para tirar satisfação, mas por saber mesmo. Ele não quis falar e disse para olhar com o advogado dele”. Questionado sobre como está a amizade de Bruno e Macarrão, o advogado do segundo afirmou: “Antes eles estavam bem, mas agora, não sei como vai ficar. Coração de homem é terra que ninguém vai”.

Bruno e Macarrão já chegaram a dividir uma cela na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte. Hoje Macarrão está em um pavilhão onde ficam presos por crimes sexuais. Bruno está em outro Pavilhão. Além dois dois presos, o ex-policial Marcos Aparecido, conhecido como Bola, aguarda julgamento em uma prisão na Grande BH, na cidade de São Joaquim de Bicas.

Outros cinco acusados de envolvimento no desaparecimento de Eliza aguardam o julgamento em liberdade: Fernanda Gomes (ex-namorada de Bruno), Dayanne dos Santos (ex-mulher de Bruno), Flávio Araújo (primo de Bruno), Elenilson Silva (caseiro do sítio de Bruno) e Wemerson Marques (amigo de Bruno).

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