Selton Mello e Paulo José fazem Odeon virar picadeiro

“O Palhaço”, Hors concours do Festival do Rio, provoca risos e lágrimas no público. Veja vídeo e galeria de fotos

Luisa Girão e Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

Selton Mello transformou o Cine Odeon em um verdadeiro picadeiro de circo. Isto porque o ator e diretor apresentou o seu filme “O Palhaço ”, nesse sábado (15), na mostra Hors concours do Festival do Rio . A expectativa era grande. Assim como em Paulínia, onde foi exibido pela primeira vez, longas filas se formavam em torno do cinema.

E isto deixou o ator-diretor nervoso. “Estou na maior tensão. É uma responsabilidade muito grande fazer o público sorrir. Mas este é o sentido de tudo”. Perguntado se, no dia a dia, se considera um cara engraçado, Selton não fugiu da piada. “Claro. Eu sou um verdadeiro palhaço”, gargalhou.

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O filme narra a história de Benjamim (personagem de Selton) e Valdemar (Paulo José), que formam a dupla de palhaços Pangaré e Puro Sangue. Benjamim é um palhaço sem identidade, CPF e comprovante de residência. Ele vive pelas estradas na companhia da trupe do Circo Esperança. Mas Benjamim acha que perdeu a graça e parte em uma aventura atrás de um sonho. Antes de começar a ssessão, o filme foi dedicado a Leon Cakoff, que morreu na última sexta-feira (14).

Aplausos para Paulo José

Paulo José contou como é ser dirigido por Selton. “Ele não é bonzinho, não. Ele é um diretor de cinema e leva o trabalho muito a sério. Era detalhista”, disse ele.

George Magaraia
Elenco de "O Palhaço"

Em seguida, ainda acrescentou: “Mas as gravações foram tudo uma palhaçada. Espero que o público ria, mas chore também porque a história é tocante”.

Paulo, aliás, foi ovacionado por todo o cinema ao subir no palco com a turma do elenco. Aplausos de pé para o ator, que luta contra o Mal de Parkinson. "Obrigado", limitou-se a dizer. Não precisava falar mais nada. Antes mesmo do filme começar, já tinha provocado emoção nos presentes.

George Magaraia
Selton Mello

Nariz vermelho

Mesclando magia do circo, nostalgia que todos trazem na memória e risadas, “O Palhaço” teve uma das sessões mais concorridas do Festival do Rio. Quase todos do elenco usavam narizes vermelhos, típicos de palhaço, para homenagear a profissão mais nobre do circo.

Giselle Motta, que também integra o elenco, chamou a atenção pela beleza. Ela revelou que antes de ser atriz, já viveu no circo. “Foi uma surpresa o convite para fazer este filme. Já é um sonho fugir com o circo pela primeira vez. Passar por esta experiência duas vezes é indescritível. O mundo do circo é mágico”, disse a morena.

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Grávida de quatro meses, Luana Piovani – que já contracenou com Selton em “A Mulher Invisível” - disse que sonha em interpretar uma palhaça. “Adoro tudo em circo, mas confesso que tenho alma de palhaçaria. Já fiz três cursos na área circense e sou apaixonada por esse universo. Quero muito fazer um personagem como este”, disse.

No final, entre risadas e algumas lágrimas, o público saiu do cinema como quem sai de um circo. Feliz da vida. Tanto por rememorar a infância como por soltar a gargalhada com as piadas dos palhaços Pangaré e Puro Sangue.

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