Curador de mostra de Modigliani que passou pelo Masp é preso por falsificação

Italiano Christian Parisot é acusado de organizar exposições para empurrar obras que não seriam do artista

iG São Paulo | - Atualizada às

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Christian Parisot, presidente do Instituto Modigliani

A polícia italiana decretou nesta quarta (19) a prisão de Christian Parisot, presidente do Instituto Modigliani, e do negociante de arte Matteo Vignapiano. De acordo com o jornal italiano Il Messaggero, os dois suspeitos são acusados dos crimes de falsificação de documentos, recebimento de propriedade roubada e venda de obras de arte do artista italiano Amedeo Modigliani.

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A polícia afirma que Parisot e Vignapiano tinham papéis diferentes: o primeiro confirmava a autenticidade das obras, enquanto o segundo as vendia.

Na Itália e na Suíça foram apreendidos 41 desenhos, 13 gravuras e desenhos, quatro esculturas de bronze e uma pintura a óleo sobre tela. O valor total das obras é de cerca de € 6,65 milhões (R$ 18,3 milhões).

A investigação começou em 2010, nos salões do Museu Arqueológico Nacional de Palestrina, durante a exposição "Modigliani do Classicismo ao Cubismo". Nela, 22 obras do artista foram apontadas como falsas. Mais tarde, a polícia descobriu que o caso de Palestrina não foi isolado. Na prática, o Instituto Modigliani organizaria exposições para empurrar suas obras falsas do artista.

Leia também:  Mostra no Masp reúne 37 obras de Amedeo Modigliani

No Brasil, Parisot foi responsável pela organização da mostra  "Modigliani: Imagens de Uma Vida" , que passou neste ano pelo Masp, em São Paulo. Entre os principais trabalhos expostos, estava a "Grande Figura Nua Deitada - Celine Howard", que teve sua autenticidade questionada em exposições anteriores à do Brasil. Alguns peritos afirmam que a pintura possui pigmentos nunca utilizados por Modigliani.

Essa não é a primeira vez que o nome de Parisot é envolvido em falsificações de obras de arte. Em 2008 ele foi condenado por expor e negociar obras falsas de Jeanne Hébuterne, mulher de Modigliani, que veio a suicidar-se um dia após a morte do pintor.

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