Vizinhos não entendem crime na zona norte de São Paulo: "O menino era um amor"

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo | - Atualizada às

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Moradores não acreditam que garoto tenha cometido crime. Casa na zona norte passará por perícia detalhada

A informação da morte de cinco pessoas da mesma família na noite da última segunda-feira (5), na zona norte de São Paulo, chocou a vizinhança. De acordo com os moradores da região próxima a rua Sebastião José Pereira, na Vila Brasilândia, a família era bastante reservada e o menino era muito tranquilo. “A vizinhança está em choque. O menino era um amor, uma criança muito amada”, afirmou Rose Teixeira, 50 anos, que mora em uma das casas próximas da que ocorreu o crime.

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Polícia faz perícia na casa da família de PMs, assassinados na Vila Brasilândia. Foto: Edison Temoteo/Futura PressCâmeras de segurança mostram momento em que garoto vai à escola no início da manhã de segunda-feira (05). Foto: Futura PressFoto em site de relacionamento mostra casal de policiais militares e o filho. Foto: ReproduçãoCarro da polícia patrulha a rua da residência onde foram encontrados os cinco corpos (06/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressViatura policial em frente a residência no dia (06), na Vila Brasilândia. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGCasa onde foram encontrados os cinco corpos no bairro da Brasilândia, zona norte da cidade de São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPoliciais em frente a casa na Brasilândia, na manhã de terça-feira (06/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressParte do portão e do muro da casa onde o corpos foram encontrados, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressA porta de entrada da casa do policias encontrados mortos na segunda-feira (05/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressAuto de lacração na casa onde foram encontrados os cinco corpos. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressDetalhe do portão da casa do policiais mortos em São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressCasa onde foram encontrados os cinco corpos na segunda-feira (05/08), no bairro da Brasilândia, zona norte da cidade de São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPoliciais em frente ao portão da casa na tarde de terça-feira (06), em São Paulo . Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGFachada da escola onde estudava o menino de 13 anos. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGA escola do garoto também fica na zona norte de São Paulo. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGO delegado Itagiba Vieira Franco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso . Foto: Eduardo Ferreira/Futura PressO delegado geral da Polícia Civil, Luiz Mauricio Blazeck chegando ao DHPP, na quinta-feira (8). Foto: Futura PressColégio Stella Rodrigues, na zona norte de São Paulo, onde estudava o garoto . Foto: Futura PressResidência da família Pesseghini amanheceu pichada na sexta-feira (09). Foto: Futura PressPedestres caminham e observam a casa número 42 da família Pesseghini, na sexta-feira (09). Foto: Carolina Garcia/iG São PauloFachada do colégio onde o menino estudava em São Paulo, uma semana depois do crime. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGMovimentação em frente ao colégio na volta às aulas (12/08). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGMovimentação de policiais em frente a escola na Freguesia do Ó, em São Paulo, nesta segunda-feira (12). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGMuros da casa pichados nesta manhã de segunda-feira (12). Foto: Wandeley Preite SobrinoPara chegar até a casa, pichadores precisaram pular os muros. Foto: Wandeley Preite SobrinoCasa ao lado direito da residência dos Pesseghini também foi pichada. Foto: Wandeley Preite SobrinoPortão da casa estava pichado desde a semana passada.. Foto: Wandeley Preite SobrinoMuro em frente à casa onde ocorreu o crime também foi pichada. Foto: Wandeley Preite SobrinoDona da casa reclamou das pichações em seu muro. Foto: Wandeley Preite SobrinoNotícia do crime completa uma semana nesta segunda-feira (12). Foto: Wandeley Preite SobrinoMoradora tenta apagar as pichações no muro de sua casa. Foto: Wandeley Preite SobrinoOração fixada no portão da casa onde aconteceu as cinco mortes em São Paulo. Foto: Wandeley Preite Sobrino

Os corpos do menino de 13 anos, apontado como suspeito de ter cometido os crimes e se matado, de seus pais, Luiz Marcelo Pesseghini, de 40 anos, sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), e Andreia Regina Bovo Pesseghini, 36 anos, cabo da 1.ª Companhia do 18.º Batalhão da Polícia Militar, e de Benedita de Oliveira Bovo, de 65, avó do menino, e da tia-avó Bernardete Oliveira Silva, de 55, foram encontrados na tarde de segunda-feira.

Wanderley Preite Sobrinho/iG
Policiais em frente ao portão da casa na tarde desta terça-feira (06), em São Paulo

Já Holanda de Souza, de 62 anos, tinha uma relação muito forte com Benedita, avó do menino, e disse não acreditar que o crime tivesse sido cometido pelo garoto: “Ele era um amor e gostava muito dos pais e da avó, eles se davam muito bem”.

No início da tarde, policiais ainda estão em frente a casa onde a família foi encontrada para preservar o lugar e para que uma segunda perícia, mais detalhada, seja feita. De acordo com os policiais ainda não há previsão de quando ocorrerá esse procedimento.

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Luana Silva, 16 anos, também é vizinha e disse que quando era menor chegou a brincar com o garoto na rua, mas que com o passar do tempo, o menino passou a brincar apenas no quintal.

“O menino não parecia ser rebelde. Eles eram muito fechados e só a mulher me cumprimentava”, afirmou Antônio Correa, 55 anos.

Wanderley Preite Sobrinho/iG
Fachada da escola onde estudava o menino de 13 anos

Segundo os vizinhos, a família morava na rua há mais de 40 anos. Todos disseram que não ouviram os tiros, mas acreditam que seja devido ao barulho na rua. Os moradores ainda afirmam que Andréia Regina Pesseguini costumava levar o menino de manhã para a escola, na Freguesia do Ó, e ele voltava para casa de van, por volta das 13h, onde passava as tardes com sua avó.

Na escola, a diretora não quis comentar o caso e as aulas estão suspensas por tempo inderteminado.

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