Moradores não acreditam que garoto tenha cometido crime. Casa na zona norte passará por perícia detalhada

A informação da morte de cinco pessoas da mesma família na noite da última segunda-feira (5), na zona norte de São Paulo, chocou a vizinhança. De acordo com os moradores da região próxima a rua Sebastião José Pereira, na Vila Brasilândia, a família era bastante reservada e o menino era muito tranquilo. “A vizinhança está em choque. O menino era um amor, uma criança muito amada”, afirmou Rose Teixeira, 50 anos, que mora em uma das casas próximas da que ocorreu o crime.

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Os corpos do menino de 13 anos, apontado como suspeito de ter cometido os crimes e se matado, de seus pais, Luiz Marcelo Pesseghini, de 40 anos, sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), e Andreia Regina Bovo Pesseghini, 36 anos, cabo da 1.ª Companhia do 18.º Batalhão da Polícia Militar, e de Benedita de Oliveira Bovo, de 65, avó do menino, e da tia-avó Bernardete Oliveira Silva, de 55, foram encontrados na tarde de segunda-feira.

Policiais em frente ao portão da casa na tarde desta terça-feira (06), em São Paulo
Wanderley Preite Sobrinho/iG
Policiais em frente ao portão da casa na tarde desta terça-feira (06), em São Paulo

Já Holanda de Souza, de 62 anos, tinha uma relação muito forte com Benedita, avó do menino, e disse não acreditar que o crime tivesse sido cometido pelo garoto: “Ele era um amor e gostava muito dos pais e da avó, eles se davam muito bem”.

No início da tarde, policiais ainda estão em frente a casa onde a família foi encontrada para preservar o lugar e para que uma segunda perícia, mais detalhada, seja feita. De acordo com os policiais ainda não há previsão de quando ocorrerá esse procedimento.

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Luana Silva, 16 anos, também é vizinha e disse que quando era menor chegou a brincar com o garoto na rua, mas que com o passar do tempo, o menino passou a brincar apenas no quintal.

“O menino não parecia ser rebelde. Eles eram muito fechados e só a mulher me cumprimentava”, afirmou Antônio Correa, 55 anos.

Fachada da escola onde estudava o menino de 13 anos
Wanderley Preite Sobrinho/iG
Fachada da escola onde estudava o menino de 13 anos

Segundo os vizinhos, a família morava na rua há mais de 40 anos. Todos disseram que não ouviram os tiros, mas acreditam que seja devido ao barulho na rua. Os moradores ainda afirmam que Andréia Regina Pesseguini costumava levar o menino de manhã para a escola, na Freguesia do Ó, e ele voltava para casa de van, por volta das 13h, onde passava as tardes com sua avó.

Na escola, a diretora não quis comentar o caso e as aulas estão suspensas por tempo inderteminado.

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