'Enfrentou a polícia vai levar a pior', diz Alckmin sobre nova onda de ataques

Foi a primeira vez que o governador comentou nova onda de ataques contra policiais e bases da PM. Após execuções, ônibus incendiados e outros ataques, agentes estão em alerta total

iG São Paulo | - Atualizada às

Pela primeira vez desde o início da nova onda de ataques contra policiais e bases da Polícia Militar (PM) no Estado de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin falou sobre o assunto. Ele disse que “a policia não vai retroceder um milímetro” e que quem enfrentar “a polícia vai levar a pior”. Após a execução de ao menos sete PMs, ônibus incendiados e outros ataques, agentes que fazem o patrulhamento no Estado trabalham em alerta total , conforme relataram à reportagem do iG.

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AE
Alckmin durante entrega das obras de restauro do Prédio D. Pedro II, em Campinas, nesta quarta-feira

Apesar de repetir algumas  práticas usadas nos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) em 2006 , governo e polícia   não creditam à facção criminosa a autoria dos crimes. Para o governador, os atentados são reação de traficantes de drogas contra a ação da PM. “Não tem nenhuma relação com os fatos de 2006. O sistema penitenciário está totalmente sob controle. É uma reação à ação da polícia 24h prendendo criminosos e ligado isso sim, ao tráfico de drogas".

Apesar das negativas do governo, nesta nesta quarta-feira à noite, a polícia prendeu um suspeito de ligação com o PCC e com as mortes dos policiais .

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Essa foi a primeira declaração do governador desde o início dos ataques contra policiais fora do horário de trabalho , e que se intensificaram após ação da Rota que matou seis suspeitos de integrar o PCC . Na última semana, além dos ataques contra os agentes, ônibus foram incendiados na capital e bases foram alvo de atentados.

Segundo Alckmin, o governo não irá ceder no combate ao crime no Estado. “O que um criminoso ganha queimando um ônibus? É desespero. O que que o governo tem que fazer? É não retroceder um milímetro e ir para cima. Vão ser presos. Enfrentou a polícia vai levar a pior”. Alckmin ainda disse que cinco suspeitos de participação nos crimes foram presos e que outros foram identificados.

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Ataques

Alexandre Dall´Ara
Motos da PM e carro da Guarda Civil em frente ao 8º Distrito Policial, no Brás, na região central da capital

Os ataques acompanham uma onda de arrastões na cidade e, pelo terceiro mês consecutivo, a capital paulista observou um aumento no número de homicídios dolosos: 21% em comparação ao mesmo mês no ano passado.

Pelo menos sete mortes de policiais aconteceram desde 30 de maio. Seis delas nos últimos 12 dias, sendo que nos últimos quatro dias foram registrados quatro casos, um por dia. Veja abaixo quais foram os sete últimos executados, em uma sucessão de crimes.

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