Trinta e nove policiais foram mortos fora de serviço neste ano, segundo PM

Um PM foi morto a cada dia desde a última quarta-feira, todos fora do horário de trabalho. Veja quem foram os sete executados no último mês

Olivia Alonso | - Atualizada às

As mortes de policiais militares fora de serviço já somam 39 em São Paulo neste ano, segundo Roberval Ferreira França, comandante-geral da Polícia Militar (PM). Trinta e três casos já foram identificados, segundo França, e outros seis ainda estão sendo investigados. Fazem parte da lista os seis executados nas duas últimas semanas , em uma séria de mortes que vem suscitando questionamentos sobre a relação dos casos com a recente morte de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) pela Rota .

Leia também :  Em alerta após execução de policiais, PM reforça efetivo em São Paulo

Saiba mais:  "Execução de PMs é retaliação ao trabalho da polícia," diz diretor do DHPP

O maior número de mortes aconteceu em situações de reação do policial em casos de roubos em estabelecimentos comerciais, totalizando 14 mortes. Outros dez policiais militares foram executados, incluindo os seis casos mais recentes. Um policial militar foi morto em uma briga, dois foram assassinados em crimes passionais e seis enquanto faziam “bicos”.

AE
Policiais militares comparecem ao velório do soldado Osmar Santos Ferreira realizado no Cemitério do Araçá, na zona oeste de São Paulo

“A PM tomou uma série de medidas para elevar o grau de proteção dos policiais militares em serviço e em folga. Todas as nossas unidades estão tomando precauções de segurança e estamos desde sexta-feira buscando identificar e prender os responsáveis pelos ataques,” afirmou França a jornalistas, neste domingo, durante coletiva de imprensa em São Paulo.

Leia mais:  Em onze dias, seis PMs são executados na região metropolitana de São Paulo

Após listar os casos e as providências da polícia, o comandante-geral da PM criticou a falta de apoio de entidades e da Defensoria Pública. “Gostaria de agradecer publicamente as moções de apoio e solidariedade do Instituto São Paulo Contra a Violência e dos Conselhos Comunitários de Segurança do Estado de São Paulo. Gostaria de lamentar publicamente a falta de qualquer moção de solidariedade das entidades de direitos humanos e da Defensoria Pública de São Paulo, que ignoram por completo o evento e o momento que a Polícia Militar está vivendo,” afirmou França.

Dos dez policiais militares executados, sete mortes aconteceram desde 30 de maio. Seis delas  nos últimos 12 dias, sendo que nos últimos quatro dias foram registrados quatro casos, um por dia. Veja abaixo quais foram os sete últimos executados, em uma sucessão de crimes considerada por Jorge Carlos Carrasco, diretor do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), uma “retaliação” dos criminosos ao trabalho da Polícia Militar.

1) Edilson Avelino dos Santos, 37 anos
30 de maio, às 7h30, no Guarujá
Atingido por tiros na escola onde trabalha como zelador

2) Valdir Inocêncio dos Santos, 39 anos
12 de junho, em Guaianases
Atingido por 20 tiros na porta de sua casa

3) Domingos Antônio Aparecido Siqueira, 43 anos
17 de junho, às 9h30, no Jardim Iguatemi
Atingido por 6 disparos na porta de sua casa

4) Vaner Dias, 44 anos
20 de junho, às 20h45, na Vila Formosa
Atingido por 4 disparos na academia onde era instrutor de artes marciais

5) Paulo César Lopes Carvalho, 40 anos
21 de junho, às 20h10, no Jardim Comercial
Atingido por 9 disparos no supermercado

6) Osmar Santos Ferreira, 31 anos
22 de junho, 5h19, no Jardim Edda
Atingido por 3 disparos no percurso entre sua casa e o trabalho

7) Joaquim Cabral de Carvalho, 45 anos
23 de junho, 6h15, em Ferraz de Vasconcelos
Atingido por 5 disparos quando voltava para casa

Leia mais:  Policial militar é morto a tiros ao voltar para casa em Ferraz de Vasconcelos

Leia também: Bandidos queimam ônibus e atacam base da PM em Diadema

    Leia tudo sobre: pmexecuçãodhpppolicial militarmortoinvestigações

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG