BR-277 é liberada e opera nos dois sentidos no Paraná

Fortes chuvas atingiram a região na semana passada provocando grandes estragos. Outras estradas ainda têm interdições

Luciana Cristo, iG Paraná | 17/03/2011 19:00

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A BR-277, rodovia que liga Curitiba ao litoral do Paraná, está liberada com trânsito em mão dupla desde a tarde desta quinta-feira. A via estava funcionando com tráfego alternado nos últimos dias, depois de ter ficado completamente interditada durante o final de semana. Fortes chuvas atingiram a região na semana passada provocando grandes estragos. Somente na BR-277, três pontes foram completamente destruídas e uma cratera de dez metros foi aberta na pista.

 

Até agora, as condições de tráfego não estão completamente normalizadas. Do quilômetro 29 (onde é o acesso ao município de Morretes, o maior afetado pelas chuvas) ao quilômetro 12, para os motoristas que descem a Serra do Mar, os veículos passam por um desvio. No sentido contrário, de quem segue para Curitiba, ainda há pontos de congestionamento, porque a liberação por mão dupla aconteceu somente nesta tarde.

Nas estradas estaduais, são 21 pontos gravemente afetados e outros acidentes podem ocorrer até que o terreno volte a ter estabilidade, segundo informações do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER). Na PR-340, por exemplo, que dá acesso à usina hidrelétrica Governador Pedro Viriato Parigot de Souza, ainda há cinco pontos com queda de barreira, um com pista rompida e um com bueiro destruído.

Na PR-410, que liga a BR-116 a Antonina, são oito deslizamentos de barreiras. As dificuldades na PR-408, em Morretes, foram amenizadas com uma ponte metálica que foi colocada pelo Exército.

Acesso a Santa Catarina

Outra rodovia federal fortemente atingida pelas chuvas, a BR-376, de ligação do Paraná a Santa Catarina, continua com restrições de tráfego nos dois sentidos, entre os quilômetros 664 e 672, nas regiões de Tijucas do Sul e Guaratuba.

Neste trecho, o fluxo de veículos segue por meio do sistema pare-siga com intervalos de duas em duas horas. Nos dois sentidos, o tráfego é lento. A alternativa indicada de quem precisa ir do Paraná a Santa Catarina é seguir pela BR-116 até o quilômetro 4, em Mafra (SC), por meio da Serra Dona Francisca, até chegar à BR-101, no quilômetro 27, em Pirabeiraba (SC). O caminho inverso pode ser feito por quem está em Santa Catarina e deseja seguir para o Paraná.

Sem água e sem luz

Com o desabastecimento de água no litoral do Paraná por problemas em decorrência do temporal, as equipes de atendimento às pessoas afetadas pedem que as doações que estão sendo feitas em todo o Estado se concentrem em água, velas e fósforos. Além dos 147 mil moradores de Paranaguá estarem sem água, outras 13 mil pessoas, do município vizinho de Antonina, enfrentam o mesmo problema. Regiões rurais ainda estão sem o fornecimento de energia elétrica.

Para reconstrução das casas destruídas, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) estuda a possibilidade de se usar a madeira das árvores que foram derrubadas pelos deslizamentos de terra. “A intenção é licenciar esse material para que a população possa utilizar para reconstruir as estruturas que foram destruídas”, afirma o presidente do IAP, Tarcísio Mossato Pinto.

As chuvas no litoral do Paraná deixaram três mortos. Duas pessoas foram soterradas em Antonina e uma terceira vítima fatal foi arrastada pela correnteza da água, em Morretes. São 2.355 desabrigados e 461 pessoas continuam em abrigos públicos até que seja feito levantamento dos riscos de suas residências. Outras 14 mil pessoas ficaram desalojadas.

Valores parciais calculados pela Defesa Civil do Paraná apontam que os prejuízos no litoral do Estado já somam R$ 87,9 milhões, cuja maior parte é das casas danificadas e destruídas (mais de R$ 68 milhões). Também estão no levantamento pontes destruídas (R$ 3,4 milhões); estradas (R$ 2,2 milhões); pavimentação de vias urbanas (R$ 2,2 milhões); edificações públicas (R$ 1,25 milhão) e prejuízos agrícolas (R$ 10 milhões).

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