Governo faz proposta para evitar que Polícia Federal pare durante a Copa

Por Vasconcelo Quadros , iG São Paulo | - Atualizada às

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Fim do movimento grevista da PF depende do resultado de assembleias que irão ocorrer nos próximos dias nos Estados

Policiais federais começaram a decidir em assembleias que estão sendo realizadas em todos os Estados se entram ou não em greve às vésperas da Copa do Mundo. O sindicato de Brasília decidiu, na noite desta segunda-feira (26), aceitar a proposta de reajuste de 15,8% oferecida pelo governo, mas o fim do movimento depende do resultado de assembleias que estão programadas para ocorrer ao longo dos próximos dias.

Última semana: Polícia Civil e PF de 14 Estados cruzam os braços

Depois, as decisões terão de passar pelo crivo da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), entidade que representa os dez mil policiais e está mobilizada para a possibilidade de organizar um eventual movimento grevista.

Veja abaixo imagens de policiais federais em protesto:

Agentes da Polícia Federal realizam o 'Dia do Enfermo', durante paralisação de 24 horas em frente ao prédio PF, Cuiabá. Foto: Euclides Oltramari Jr / Futura PressPoliciais federais protestam em todo o País nesta terça-feira (11). Foto: Agência BrasilPoliciais federais param e dizem que corporação está doente. Foto: Agência BrasilPoliciais federais protestam em Brasília, nesta terça-feira (11). Foto: Agência BrasilPoliciais federais protestam em Brasília, nesta terça-feira (11). Foto: Agência BrasilPoliciais federais protestam em Brasília, nesta terça-feira (11). Foto: Agência BrasilPoliciais federais protestam em Brasília, nesta terça-feira (11). Foto: Agência Brasil'Algemaço' promovido por policiais federais na última sexta-feira (7), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Foto: Futura PressAgentes federais realizam 'algemaço' em São Paulo, na sexta-feira (07). Foto: Agência Brasil

Além do reajuste, a maioria dos sindicatos exige que o acordo contenha uma anistia aos policiais que participaram de movimentos grevistas em 2012 e estão ameaçados de punição. É o ponto nevrálgico das reivindicações, mas sua inclusão no acordo depende do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e não da área econômica do governo.

Leia também: 'Pode haver greve geral na Copa', diz presidente do sindicato da PF

Os agentes reivindicam também a recuperação das perdas salariais acumuladas e um plano de carreira que destine aos policiais mais experientes as chefias de setores internos envolvidos nas investigações. Os cargos mais importantes hoje estão nas mãos dos delegados.

O Sindicato dos Policiais Federais de São Paulo (Sindpolf/SP), o mais expressivo do País, realiza assembleia nesta quarta-feira (28). Os demais também tomarão posição ao longo dos próximos dias. Na última assembleia o Sindpolf rejeitou a proposta, que será submetida novamente a votação nesta quarta-feira.

Como o governo acenou com a possibilidade de melhorar a proposta, um protesto que havia sido programado para ocorrer no sábado (31) em São Paulo foi suspenso. Os agentes também avaliaram que o movimento poderia prejudicar a população, que já havia sofrido transtornos com a greve de motoristas e cobradores durante a semana.

A ameaça de greve não pegou o Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão desprevenido, mas ocorre justamente no momento em que o governo, através dos ministérios da Defesa e Justiça, organiza o esquema de segurança da Copa cuja responsabilidade é compartilhada pelas Forças Armadas e Polícia Federal.

O comportamento dos federais diante de um evento da magnitude da Copa e os riscos de segurança embutidos em um movimento paredista também divide a categoria e pode ser um dos principais obstáculos à decretação da greve.

As assembleias estão sendo realizadas paralelamente ao esforço da direção da PF em remanejar policiais de outras regiões para concentrá-los nas cidades-sedes dos jogos.

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