Forças Armadas mobilizam 30 mil soldados para proteger fronteiras antes da Copa

Por iG São Paulo |

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Exército, Marinha e Aeronáutica vão utilizar navios patrulha, helicópteros e aviões em operação ao longo dos 16.886 km de fronteira do Brasil com 10 vizinhos sul-americanos


As Forças Armadas mobilizaram neste sábado 30.000 de seu efetivo para patrulhar as fronteiras do Brasil e reforçar a segurança para a Copa do Mundo que começa no próximo mês, informou o Ministério da Defesa.

Militares do Exército, Marinha e Aeronáutica vão utilizar navios patrulha, helicópteros e aviões para combater o tráfico de drogas e outras atividades de contrabando nos 16.886 quilômetros de fronteira do Brasil com 10 vizinhos sul-americanos.

"Como a operação se desenvolve ao longo de toda a fronteira terrestre, as tropas contarão com centros montados nos Comandos Militares da Amazônia, em Manaus; do Oeste, em Campo Grande; do Norte, em Belém; e do Sul, em Porto Alegre", informou o ministério em comunicado.

Agência Brasil
O navio-patrulha oceânico “Amazonas”. Marinha também irá patrulhar as fronteiras brasileiras

O Brasil convidou os líderes das 31 seleções que virão ao país para disputar a Copa do Mundo para assistir aos jogos da competição, o que aumenta a preocupação com a segurança envolvendo o torneio.

A Força Aérea Brasileira vai impor zonas de restrição aérea sobre os estádios durante os 64 jogos do Mundial, que será realizado entre 12 de junho e 13 de julho em 12 cidades.

Há uma preocupação também com a violência decorrente de manifestações, como aconteceu nos protestos de junho do ano passado durante a Copa das Confederações.

A operação é parte do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), criado por decreto da presidenta Dilma Rousseff, em junho de 2011. Acontece sob a coordenação do Ministério da Defesa e comando do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução cabe às Forças Armadas. Antes de a operação ser deflagrada, o governo brasileiro manteve contato com os países vizinhos para o repasse de informações sobre o emprego do aparato militar.

Como a operação se desenvolve ao longo de toda a fronteira terrestre, as tropas contarão com centros montados nos Comandos Militares da Amazônia (CMA), em Manaus (AM); do Oeste (CMO), em Campo Grande (MS); do Norte (CMN), em Belém (PA); e do Sul (CMS), em Porto Alegre (RS). Nesses locais, atuarão conjuntamente militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira (FAB).

Operação Ágata

Em dois anos, o Ministério da Defesa já realizou sete edições da Operação Ágata. A faixa de fronteira situa-se 150 quilômetros a partir da divisa. Esse território compreende 27% do território nacional, onde estão 710 municípios, sendo 122 cidades limítrofes e 588 não limítrofes.

A fronteira tem 16.886 quilômetros de extensão, sendo 7.363 quilômetros de linha seca e 9.523 quilômetros de rio, lagos e canais. São 23.415 quilômetros de rodovias federais. Os estados de fronteira são: Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os países vizinhos são: Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Além do combate aos ilícitos, a Ágata contempla também Ações Cívico-Sociais (Acisos), que consistem em atividades como atendimento médico, odontológico e hospitalar aos locais onde concentram famílias carentes. De acordo com o balanço integrado, as sete edições da Ágata resultaram em mais de 280 mil procedimentos de saúde, 57.698 atendimentos médicos e 55.230 odontológicos. Cerca de 9 mil pessoas foram vacinadas e distribuídos 219.003 medicamentos.

* Com Reuters

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