Abaixo-assinado quer proibir uso de animais em testes de laboratório

Por iG São Paulo |

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Campanha ganhou força depois que ativistas libertaram cães usados em pesquisas de laboratório em São Roque

A notícia de que grupos, em defesa dos animais, arrombaram os portões e invadiram na madrugada desta sexta-feira (18) o Instituto Royal, em São Roque, região de Sorocaba, para libertar 150 de cães da raça beagle, usados em testes de medicamentos, gerou repercussão na nas redes sociais. Tanto que já circula na web um abaixo-assinado que quer proibir o uso de animais em testes de laboratório.

Leia o abaixo-assinado na íntegra

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“Parece uma ação caridosa, mas estes beagles podem ser um risco”

Criada no site da Ong Avaaz, a petição já tem quase o total de assinaturas necessárias. Mais de 298 mil pessoas assinaram o texto, sendo que o objetivo é chegar a 300 mil. No texto do abaixo-assinado, o criador propõe “proibir em lei o uso de animais não humanos e a vivissecção em praticas didáticas (instituições de ensino) e comerciais (cosmético e limpeza), uma vez que existem métodos alternativos e substitutos para tal”.

Assista ao vídeo com o resgate de beagles em laboratório

Entenda: Por que Beagles são usados em testes?

O texto ainda sugere a “criação de uma comissão com integrantes da sociedade civil, profissionais liberais e, ONGs e cidadãos comprovadamente voltados a proteção animal e meio ambiente”. Esta comissão, segundo o requerimento, “teria autoridade e autonomia para fiscalização, emissão de laudos e pareceres, visitas a laboratórios, biotérios, universidades e outros, sem aviso prévio, observando as condições gerais de bem estar dos animais não humanos”.

Isso porque, desde 2008, quando foi publicada a lei Arouca, que regulamenta a experimentação animal no País, as instituições que usam ou criam animais para fins científicos devem estar registradas e criar suas Comissões de Ética no Uso de Animais (Ceua), formada por pesquisadores e integrantes da sociedade de proteção aos animais, que tem como função examinar se os experimentos estão de acordo com a lei.

O caso

Um grupo formado por dezenas de atividades em defesa dos animais arrombou os portões e invadiu na madrugada desta sexta-feira (18) o Instituto Royal, em São Roque, região de Sorocaba, para libertar cerca de 150 de cães da raça beagle usados em testes de medicamentos.

Os ativistas percorreram os três andares do prédio e recolheram os animais, levando-os para fora do local. Segundo eles, havia pelo menos um cachorro morto e outros estavam com os pelos raspados. Parte das instalações foi depredada durante a invasão.

A ação foi iniciada às 1h30 por manifestantes que há vários dias estavam acampados na frente do prédio - alguns chegaram a se acorrentar no portão. A Polícia Militar impediu que o grupo deixasse o local, mas muitos ativistas já tinham saído do estabelecimento levando animais em seus veículos.

A direção do instituto classificou a invasão como "ato de terrorismo" e informou que suas atividades são acompanhadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Várias campanhas contra as atividades da empresa são feitas há alguns meses em redes sociais. O Instituto Royal é investigado pelo Ministério Público pelo uso de cães em testes para a indústria farmacêutica.

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