Ministro da Justiça diz que confia no 'bom senso' para encerrar greve da PF

"As conversas são com o Ministério do Planejamento e elas seguem" disse José Eduardo Cardozo, neste sábado, durante campanha do candidato em São Paulo, Fernando Haddad

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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que as negociações para o fim da greve da Polícia Federal (PF) continuam. "As conversas são com o Ministério do Planejamento e elas seguem. Da nossa parte, estamos sempre velando o cumprimento da lei", disse neste sábado durante visita à Bienal do Livro, em São Paulo, na companhia do candidato à Prefeitura da capital, Fernando Haddad (PT).

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Cardozo disse que a posição do Ministério da Justiça no caso acarretou na liminar deferida na sexta-feira pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibindo as operações-padrão da PF.

"A decisão foi junto com a Advocacia-Geral da União (AGU) e nós também entendemos internamente que aqueles que abusarem do exercício de sua função e poderes que lhes são investidos devem ser punidos", declarou.

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"Tenho a convicção de que as lideranças sindicais atenderão a decisão judicial. Confio no bom senso. E, portanto, acho que liberdade de manifestação é livre, mas jamais o abuso das prerrogativas que estão dadas no poder judiciário", completou.

Mensalão

Questionado sobre o julgamento do mensalão, o ministro disse que está acompanhando o processo, mas que não pode se pronunciar sobre o assunto. "Como ministro da Justiça, não emito minha opinião. Seria uma interferência em outro poder, um equívoco da minha parte, mesmo que eu a tenha", explicou.<p><p>Na visita à 22ª Bienal Internacional do Livro, ao lado de Haddad, Cardozo comprou o livro "Vidas Investigadas: de Sócrates a Nietzsche", de James Miller.

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