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05/11 -
13:31
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Agência Brasil
BRASÍLIA - O presidente da Comissão de Relações Exteriores, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), disse na reunião do colegiado que não há qualquer documento que confirme o uso de recursos de caixa dois na sua campanha à reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. O episódio ficou conhecido como “mensalão mineiro”.
O presidente do colegiado disse aos senadores que, na época, não autorizou qualquer ação neste sentido e que aguarda o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quarta-feira, o ministro-relator da matéria, Joaquim Barbosa, aceitou parte da denúncia contra Azeredo acusado pelo Ministério Público de peculato e de lavagem de dinheiro.
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Sessão de julgamento do mensalão mineiro nesta quarta-feira no Supremo Tribunal Federal |
O parlamentar destacou que existe um recibo no valor de R$ 4,5 milhões assinado por ele “que simplesmente é falso”. Esse recibo, de acordo com Eduardo Azeredo, faz parte de um processo movido por ele há dois anos contra Newton Monteiro, a quem acusou de “estelionatário”.
“Newton Monteiro, é o homem que lançou a lista de Furnas e quer imputar mal feitos a homens públicos. Quero reiterar que me submeterei à decisão do Supremo Tribunal Federal”, completou o senador. O julgamento interrompido nesta quarta-feira será retomado nesta quinta-feira à tarde.
Em 2005, Monteiro apresentou à Polícia Federal uma lista com o nome de 156 políticos de 12 partidos que teriam recebido doação ilegal, por meio de caixa dois da estatal Furnas Centrais Elétricas para campanhas eleitorais de 2002. A maioria dos parlamentares citados era da base governista do então presidente Fernando Henrique Cardoso e do então candidato ao governo paulista Geraldo Alckmin.
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| Ministro Joaquim Barbosa, relator do processo |
Eduardo Azeredo disse também, logo após a reunião do colegiado, que Newton Monteiro, além de acusado por ele é alvo de processos de várias empresas e que isso serviu de prova ao ministro Joaquim Barbosa. “Quero trazer a minha indignação porque isso é um recibo falso, que nunca assinei, mas que é utilizado de prova na peça acusatória”.
Quanto ao patrocínio de R$ 500 mil do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) a uma competição de Iron Biker e ao Mundial de Motocross, que teria sido feito pela SMP&B, o senador disse que desconhecia o assunto. “Fiquei sabendo no ano passado sobre o patrocínio do Bemge. Não autorizei os patrocínios mencionados e o recibo da SMP&B é falso”.
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