Dois de três supostos terroristas estariam nos EUA, diz TV

De acordo com um funcionário do governo, os envolvidos nas suspeitas de atentados entraram no país na semana passada

iG São Paulo |

AFP
Obama pediu um aumento da vigilância e do estado de alerta do país (06/09)
Dois dos três suspeitos de estar envolvidos em uma ameaça de ataque terrorista contra Nova York ou Washigton em ocasião do décimo aniversário do 11 de Setembro são descendentes de árabes e viajaram aos Estados Unidos na semana passada, informou um funcionário do governo americano, de acordo com a CNN.

As autoridades estão trabalhando com a possibilidade de que dois dos suspeitos estão em território americano e têm juntado informações de registros de voos, entre outras fontes, acrescentou o funcionário, que pediu para não ser identificado.

De acordo com a fonte ouvida pela CNN, um terceiro envolvido estaria na Europa, embora ainda não esteja claro se essa pessoa já chegou aos Estados Unidos.

Canais de espionagem americanos interceptaram comunicações de um agente da Al-Qaeda no Paquistão, que indicava a intenção de planejar um ataque. Essa fonte já teria forncecido outras informações importantes no passado.

Nenhuma outra evidência de ataque foi descoberta até o momento, mas essa comunicação levou as autoridades de inteligência a investigar outras células da Al-Qaeda.

A informação sugere que há um ataque, que provavelmente envolve um carro-bomba, planejado para coincidir com o aniversário dos atentados do 11 de Setembro. No entanto, essas ameaças ainda não são confirmadas.

A segurança das ruas foi reforçada em Nova York e Washington, enquanto agentes de inteligência tentam descobrir mais informações sobre a ameaça. Policiais realizaram blitz e examinaram caminhões em túneis e pontes, como a George Washington, que liga Nova Jersey a Nova York. Os agentes também fizeram blitz em Manhattan e revistaram diversos veículos, em especial caminhões e vans, à procura de possíveis bombas. A polícia de Nova York também está revistando estacionamentos em busca de explosivos.

O presidente Barack Obama pediu neste sábado "um aumento da vigilância e do estado de alerta" no país e solicitou à sua equipe de segurança que "apure com vigor" toda a informação de inteligência sobre a possibilidade de um ataque com bomba, e que o país "não relaxe" as medidas de contraterrorismo nas próximas semanas e meses.

Obama parabenizou a "excelente coordenação e o compartilhamento de informações em níveis federal, estadual e das coletividades locais". Apesar dos elogios, ele alertou que o país não deve baixar a guarda nem diminuir seus esforços, pois "a segurança dos americanos é a prioridade" do governo.

Agenda do 11 de Setembro

Para o décimo aniversário, numerosas celebrações estão previstas em Nova York e em outras cidades americanas: corridas, exposições de fotos, corrente humana no sul de Manhattan, espetáculos de dança, concertos no Lincoln Center, na Times Square, em várias Igrejas, entre elas a Catedral de Washington, danificada pelo terremoto de 23 de agosto .

Entre as cerimônias programadas para recordar e homenagear as vítimas dos ataques, aconteceu neste sábado, em Shanksville, Pensilvânia, a inauguração às 12h30 (14h30 em Brasília) do memorial nacional pelas vítimas do voo 93 da United Airlines. O vice-presidente Joe Biden participará de uma vigília. Uma vela será acesa para cada uma das vítimas.

No domingo, a cerimônia em Nova York começa às 8h40 (9h40 em Brasília) no Marco Zero, com a leitura dos nomes das vítimas acompanhada por música e intercalada com poemas, orações, mas sem celebrações religiosas. Obama e Bush, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, o ex-prefeito Giuliani e os governadores de Nova York e Nova Jersey estarão presentes.

A leitura será interrompida no exato momento em que os aviões atingiram as Torres Gêmeas (8h46 e 9h03 local) e quando as torres vieram ao chão (9h59 e 10h28 local). Também serão lidos os nomes dos mortos no Pentágono e em Shanksville e momentos de silêncio serão observados no exato momento dos respectivos impactos dos aviões (9h37 e 10h03 local).

* Com AFP

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