Flávio Bolsonaro (PL) fala à imprensa após a apuração
Reprodução/redes sociais
Flávio Bolsonaro (PL) fala à imprensa após a apuração

O candidato à Presidência  Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (07) que respeitará a  Constituição caso seja eleito, mas defendeu mudanças no texto por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs). Ao ser questionado sobre uma declaração feita no dia anterior, disse que a ameaça à democracia, na avaliação dele, vem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Vamos parar de mentir, vamos aterrissar no mundo real, parar de fazer torcida. Ameaça que tem à democracia é com o Lula”, afirmou Flávio a jornalistas após um encontro com integrantes do PP e do União Brasil. Veja o vídeo:


Na terça-feira (06), durante um evento em Goiânia, Flávio havia dito que o resultado das eleições para o Congresso criou uma composição mais à direita e que isso permitiria “mudar a Constituição” para “redemocratizar” o país.

Questionado sobre o significado da declaração, o candidato negou que pretenda convocar uma nova Constituição. “Já vi gente começar a dizer: o Flávio, com esse Congresso, com ampla maioria, vai fazer o que o pai dele não fez. Vamos parar de mentir”, disse.

Flávio também afirmou que “qualquer coisa longe disso” seria especulação e citou o fim da reeleição como uma das mudanças que poderiam ser discutidas.

Quais PECs Flávio pretende apoiar?

O candidato listou algumas mudanças que, segundo ele, poderiam ser feitas por meio de PEC caso seja eleito. Entre elas estão uma reforma do Judiciário, a redução da maioridade penal, alterações na reforma tributária e o fim da reeleição.

“Temos que respeitar a política. Há várias PECs possíveis. Tem que haver uma reforma do Judiciário, sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC, tem pontos aqui da Reforma Tributária que têm que ser alterados por PEC, o fim da reeleição”, afirmou.

Uma PEC precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado. São necessários pelo menos 308 votos entre os 513 deputados e 49 dos 81 senadores em cada votação.

O PL elegeu 121 deputados federais e 28 senadores para a próxima legislatura. Dessa forma, Flávio dependeria de apoio de outras bancadas para aprovar mudanças constitucionais.

O que Flávio disse sobre a Constituição?

Na fala de terça-feira (06), Flávio afirmou que o novo Congresso teria uma composição mais alinhada à direita e poderia discutir mudanças na Constituição.

“O Brasil me deu um Congresso mais à direita do que é hoje, com maioria no Senado, para fazer presidente do Senado. Com maioria na Câmara, para fazer presidente da Câmara. Para mudarmos a Constituição, para redemocratizar esse País, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição”, declarou.

Nesta quarta, porém, o candidato afirmou que pretende fazer alterações dentro das regras constitucionais e que não há intenção de criar uma nova Carta Magna.

As mudanças citadas por ele, como o fim da reeleição, a reforma do Judiciário e alterações na maioridade penal, dependeriam da aprovação do Congresso e teriam de respeitar os limites estabelecidos pela Constituição.

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