Segurança do G20 foi reforçada por militares
João Pedro Lima/iG
Segurança do G20 foi reforçada por militares

Em nota, o Exército desmentiu a informação de que dois dos quatro  militares presos pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (19) por suspeita de ter planejado um golpe de Estado em 2022 para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente trabalhavam na segurança de autoridades na cúpula do G20.  Em coletiva de imprensa no G20, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, também negou que os militares estivessem atuando na segurança do evento.

Ao todo, a PF deteve cinco indivíduos na operação Contragolpe, incluindo  quatro militares do Exército - o general Mário Fernandes, o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima e os majores Rafael Martins de Oliveira e Rodrigo Bezerra de Azevedo - e o policial federal Wladimir Matos Soares.

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Os quatro militares foram presos no Rio de Janeiro, e o agente da PF, em Brasília.

O único que não está na ativa é Fernandes, que foi ministro interino da Secretaria-Geral da Presidência no governo de Jair Bolsonaro.

Segundo comunicado da Polícia Federal, "a organização criminosa se utilizou de elevado nível de conhecimento técnico-militar para planejar, coordenar e executar ações ilícitas nos meses de novembro e dezembro de 2022".

"Entre essas ações, foi identificada a existência de um detalhado planejamento operacional, denominado 'Punhal Verde e Amarelo', que seria executado no dia 15 de dezembro de 2022, voltado ao homicídio dos candidatos à Presidência [Lula] e Vice-Presidência da República [Geraldo Alckmin] eleitos", diz a nota.

O grupo ainda planejava matar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que "vinha sendo monitorado continuamente, caso o golpe de Estado fosse consumado".

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Os quatro militares eram treinados nas forças especiais do Exército, os chamados "kids pretos", grupo que conta com um efetivo de aproximadamente 2,5 mil pessoas e é especializado em missões sigilosas de alto risco.

Um de seus membros é o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Em coletiva de imprensa, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Paulo Pimenta, atribuiu a trama golpista ao governo anterior e disse que o plano só não ocorreu "por detalhes".

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