O ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF ), negou prisão domiciliar a Joanita de Almeida , condenada a 16 anos e 6 meses por participar dos atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023.
Ex-presidente da Associação Assistencial Derlando Ferreira Fernandes, Joanita de Almeida cumpre pena no Presídio Anexo Feminino Eliane Betti, em Juiz de Fora, Minas Gerais. A defesa da mulher entrou com um pedido de prisão domiciliar após um surto na prisão.
Ao UOL, o advogado de Joanita, Luiz Eduardo Lima, disse que ela foi diagnosticada com transtorno misto ansioso e depressivo, ansiedade, epilepsia e transtorno afetivo bipolar. Segundo a defesa, a pedagoga estaria sem sua medicação no presídio.
Em sua decisão, Moraes pediu para que o Juízo da Execução da Comarca de Juiz de Fora faça um exame para verificar a sanidade mental da mulher em até 48 horas.
Quem é Joanita
Joanita era presidente de associação assistencial que gere creches em Juiz de Fora. A pedagoga foi uma das centenas de pessoas detidas por invadir e vanda lizar a sede dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.
Em fevereiro deste ano, Joanita foi condenada a 16 anos de prisão pelos crimes de golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado, associação criminosa armada, entre outros delitos.
Joanita entrou em recurso e aguardava um parecer em liberdade. Em maio, porém, ela foi hospitalizada após um surto psicótico. Na unidade de saúde, a mulher teve nova prisão decretada, sendo detida assim que deixou o local.
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