Henrique Paim
Agência Brasil
Henrique Paim

O ex-ministro da Educação Fernando Haddad comunicou nesta quarta-feira (8), após encontro para a instalação do núcleo de educação da equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que a coordenação do grupo ficará nas mãos do ex-ministro Henrique Paim.

Paim foi secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC) e presidiu o Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE). Em 2014, tornou-se ministro da Educação, ocupando o cargo até janeiro de 2015. Ele também é professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“Paim tem um profundo conhecimento, e como não deixou a área, e desde que saiu do MEC chefia a FGV do Rio de Janeiro com uma equipe grande de assessoria a estados, municípios e o próprio MEC, e manteve a interlocução com todas as personalidades, ele vai ter condição, até de infraestrutura, para que os trabalhos avancem”, explicou Haddad para a CNN Brasil.

O ex-prefeito de São Paulo relatou que uma das maiores preocupações do grupo de educação é a organização interna do Ministério da Educação durante o governo Bolsonaro. Ele também comentou que todos os convidados foram a título pessoal por já terem feito parte do MEC.

“Aqui as pessoas foram convidadas a título pessoal, indicando os temas de maior preocupação. O número expressivo de pessoas acabou fazendo com que o rol de preocupações seja extenso, sobretudo apontando a questão da alfabetização das crianças, o ensino médio profissionalizante, o orçamento e a estrutura interna do MEC. Temos todas as condições de cumprir os prazos estabelecidos em lei para entregar esses diagnósticos dentro do prazo para a pessoa designada para chefiar o MEC. Será uma radiografia detalhada. É um grupo robusto do ponto de vista da gestão pública e teórico”, afirmou.

Grupo estará em Brasília na próxima semana

Fernando Haddad contou que o núcleo estará reunido em Brasília na próxima semana para conversar com órgãos ligados com a educação. “Serão trabalhadores, empresários, corporativos, organizações não governamentais, que terão seu espaço para apresentar sua radiografia específica e suas recomendações sobre questões emergenciais”, explicou.

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