Tarcísio de Freitas participou do SP1
Reprodução/Globo
Tarcísio de Freitas participou do SP1

Nesta segunda-feira (12), o candidato ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que é contra o uso de câmeras no uniforme de policiais militares. Em entrevista ao SP1, o ex-ministro da Infraestrutura entrou em contradição ao dizer sobre os números de segurança pública.

“Se eu coloco o policial em desvantagem em relação ao bandido, a gente tem um problema. Temos que igualar, prestigiar o policial. A sociedade tem que perceber que o policial é prestigiado, que o estado está por trás garantido a proteção deles. Essa política pública tem que se reavaliada. Quando coloco essa questão, as pessoas recebem muito bem o que eu digo”, comentou.

Na sequência, o jornalista Alan Severiano informou que 90% da população de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são favoráveis ao uso de câmeras de segurança, segundo o Datafolha. No entanto, Tarcísio cometeu a primeira contradição. No começo da entrevista, ele falou da importância de ter profissionais técnicos em seu governo, porém, ao criticar os dados do instituto de pesquisa, o candidato ignorou estatísticos que realizaram o levantamento.

“Eu tenho a minha pesquisa Datapovo”, afirmou Tarcísio. “Pegam os crimes de diversas naturezas que aconteceram naquelas áreas que possuem câmeras corporais com as regiões que não possuem. É uma análise interessante, você verá que a criminalidade do local que tem câmera de segurança é muito maior”.

Severiano explicou que 18 policiais morreram em 2020, enquanto apenas quatro foram mortos no ano passado, quando as câmeras já estavam nos uniformes dos PM’s. “A população não tem se sentindo segura. E os policiais estão se sentindo com amarras. Temos que aperfeiçoar isso”, rebateu o candidato.

Tarcísio de Freitas e sua contradição

O ex-ministro defendeu a posse e o porte de armas. Ele declarou que o número de homicídios caiu nos últimos anos por causa da flexibilização, trazendo maior segurança à população, indo na contramão do que falou ao se mostrar contrário ao uso das câmeras nos uniformes, quando disse que a população estava insegura.

“Tivemos maior flexibilidade na posse e no porte de armas. O cidadão precisa ter essa liberdade. Já os desvios precisam ser punidos. O que acontece é que o número de homicídios caiu no Brasil. Estamos tendo 20 mil homicídios a menos. O índice de homicídio é o menor desde 2011. Observe que há um efeito positivo na segurança pública”, concluiu.

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