Lula criticou o governo Bolsonaro
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Lula criticou o governo Bolsonaro

Em discurso para a comunidade científica, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu que, se eleito, irá criar um Programa Emergencial de Inclusão e Reintegração Educacional para os jovens sem escola em diferentes graus educacionais. O ex-presidente afirmou que há um "apagão científico" no governo de Jair Bolsonaro que contribuiu com parte dos 680 mil mortos pelo coronavírus.

"O resultado mais trágico desse apagão científico que estamos sofrendo hoje são os quase 680 mil brasileiros mortos pela Covid. Muitos deles porque o atual presidente ignorou todas as recomendações da comunidade científica, chegando ao cúmulo de boicotar as vacinas, que salvaram milhões de vidas ao redor do mundo", disse Lula, em discurso lido.

Cumprindo agendas da pré-campanha em Brasília, Lula participou da 74ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na manhã desta quinta-feira, onde recebeu um documento com propostas para retomar o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Na sexta-feira, Ciro Gomes (PDT) participará do mesmo evento.

A uma plateia formada por reitores, Lula voltou a criticar o teto de gastos e disse que Bolsonaro é um retrocesso ao país.

"O chamado Teto de Gastos, que tira dos pobres para dar aos ricos, aprofundou a agenda neoliberal na direção do estado mínimo. Ultrapassando as piores previsões, o atual governo colocou o Brasil numa máquina do tempo rumo ao passado. Fome, desemprego, destruição dos direitos trabalhistas, inflação, corrupção e ameaças à democracia são as marcas desse desgoverno que nega a ciência em todos os seus atos", disse o petista.

Em um tom mais forte, falou de corrupção e criticou diretamente a família de Bolsonaro, citando uma série de suspeitas dos últimos anos, algumas sob investigação:

"Veja que eu falei corrupção, vira e mexe o presidente diz que não tem corrupção no governo dele, mas parece que ele não sabe a família que tem. Me parece que ele esqueceu do Queiroz, da quadrilha da vacina, para toda e qualquer denúncia perto dele, ele por decreto decreta sigilo de cem anos. Eu vou fazer um 'revogaço' disso".

O presidenciável aproveitou o evento para apresentar propostas para ciência e tecnologia que estarão presentes em seu plano de governo. Lula citou a criação de um Programa Emergencial de Inclusão e Reintegração Educacional para jovens sem escola, da educação básica à pós-graduação, com prioridade para a universalização da inclusão digital.

Também prometeu trabalhar na reconstrução do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, com a colaboração de agências federais, estaduais e municipais. Lula afirmou que reforçará e ampliará o orçamento de agências de fomento federais como CNPq, FINEP e CAPES, e comparou o investimento em ciência feito pelas suas gestões aos patamares do governo atual.

"Enquanto no último ano de meu governo a receita do Fundo (FNDCT, principal fundo de apoio à Ciência) foi inteiramente investida em ciência, no ano passado, do total de R$ 6 bilhões arrecadados, apenas 10% foram liberados para execução. Do mesmo modo, nos últimos anos os orçamentos do CNPq e da CAPES despencaram, e, este ano, são inferiores a um terço dos valores de 2015", comparou Lula.

À tarde, Lula participa do 5º Fórum CNT de Debates — Diálogos com os Presidenciáveis, na sede da CNT, em Brasília. E na sexta-feira, estará na convenção nacional do PSB, que irá oficializar o nome de Geraldo Alckmin como vice na chapa petista.

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