Para o PSOL, Molon seria o melhor candidato para participar do embate contra os nomes apoiados por Bolsonaro
Reprodução: Redes Sociais
Para o PSOL, Molon seria o melhor candidato para participar do embate contra os nomes apoiados por Bolsonaro

O PSOL decidiu apoiar a pré-candidatura de Alessandro Molon (PSB) ao Senado e, com isso, abriu mão do nome de Luciana Boiteux, que pretendia se candidatar ao Congresso pelo partido. De acordo com comunicado emitido pela legenda, o PSOL "pretende integrar uma frente de esquerda e progressista para estimular às ruas a militância".

O nome de Molon ainda é incerto, já que o PSB tenta desatar o impasse envolvendo a pré-candidatura concomitante à de André Ceciliano (PT), que é apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Anteriormente, a REDE já havia declarado apoio a Molon.

O apoio ao pré-candidato do PSB gerou reação imediata nos bastidores do PSOL, já que a advogada Luciana Boiteux se colocava como postulante ao cargo. Diante do apoio, Luciana se disse vítima de violência de gênero no partido.

"Fui tratada com muita violência de gênero no partido, nunca me chamaram para nenhuma mesa de negociação, nunca participei de nada. Vou me manter à disposição do partido e avaliar o erro político do PSOL, inclusive pela fragilidade da candidatura Molon", disse Luciana, que pretende escrever uma carta aberta ao partido. Ela defendia uma candidatura que mobilizasse a militância feminista.

Ao GLOBO, o presidente estadual do PSOL, Mário Barretto, afirmou que o partido precisava se posicionar no debate sobre a candidatura ao Senado e afirmou que o partido não encabeçará uma candidatura ao cargo.

"Luciana é uma companheira valorosa, que tem o nosso imenso respeito. Seria o nome ideal, caso decidíssemos por ter uma candidatura. Mas, hoje, precisamos nos posicionar e entendemos que Molon é o melhor nome para participar do embate contra os nomes apoiados por Jair Bolsonaro", disse.

Dentro do próprio PSB há uma ala que discorda da candidatura de Molon. Pelo acordo inicial com o PT, caberia a Lula a indicação de uma das vagas, enquanto o PSB confirmaria o nome do outro candidato. Atualmente, Marcelo Freixo aparece como o principal nome do campo da esquerda ao governo e conta com a simpatia do ex-presidente. Logo, a manutenção da pré-candidatura de Molon pode significar um rompimento entre as duas siglas, já que isto pode atrapalhar os planos de André Ceciliano (PT).

Próximo do governador Cláudio Castro (PL), Ceciliano tem a antipatia de setores da esquerda, embora seja o candidato de Lula. Ceciliano afirma ter a promessa de Lula e da direção nacional do partido, de que o PT vai retirar o apoio formal à candidatura de Marcelo Freixo (PSB) ao governo, caso Alessandro Molon (PSB) mantenha a sua campanha ao Senado, em paralelo ao acordo anteriormente firmado. Na prática, Lula não deixaria de declarar voto em Freixo, mas o PT não se coligaria com o PSB, reduzindo o tempo de rádio e TV e limitando a associação da imagem de Freixo a Lula.

Questionado, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse que o martelo ainda não está batido sobre a candidatura.

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