Simone Tebet
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Simone Tebet

Com a retirada da candidatura presidencial de João Doria (PSDB), o MDB agora espera pela definição da cúpula tucana sobre quem será o pré-candidato a vice da senadora Simone Tebet (MS). Aliados dela dizem que a decisão será “100% do PSDB”. A expectativa é que Araújo tome a decisão junto com a Executiva Nacional.

Interlocutores do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, afirmam que a vaga está aberta a Doria, mas o ex-governador paulista nega interesse. Depois dele, o nome que desponta como favorito é o do senador Tasso Jereissati (CE). Ele foi um dos maiores defensores da candidatura da emedebista dentro do PSDB e é visto com bons olhos pela campanha da senadora.

Além de ser próximo de Tebet, o senador tem interlocução com importantes empresários brasileiros e influência política no Nordeste porque foi três vezes governador do Ceará. Assim, seria peça complementar à campanha à Presidência.

No início das negociações da chamada “terceira via”, o ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), era tido como o vice ideal para Tebet, por reunir qualidades citadas pelo eleitorado em pesquisas internas. Hoje, no entanto, tucanos próximos a Araújo acham improvável que ele volte à disputa.

Soraya Thronicke vice de Bivar
Após a saída de Doria, Araújo fez um apelo público para que os pré-candidatos Luciano Bivar (União Brasil) e Ciro Gomes (PDT) voltem a debater com MDB e PSDB uma aliança para as eleições de outubro.

No União Brasil, a possibilidade de sentar novamente à mesa com os dois partidos é tida como praticamente impossível. Além disso, o partido nascido da fusão do DEM com o PSL descarta retirar a pré-candidatura de Bivar e caminha para formar uma chapa puro-sangue, com a senadora Soraya Thronicke (MS) como vice.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse ao GLOBO que está sempre disposto ao "diálogo", mas lembrou que o partido já fez uma pré-convenção em apoio à candidatura de Ciro.

Simone e Ciro trocaram elogios públicos nas últimas semanas. Mas aliados da senadora dizem que uma aliança dependeria de um acerto entre os dois partidos, o que é considerado difícil, já que o ex-governador do Ceará é crítico do MDB e tem visões econômicas distintas das do partido.

"Depende mais deles do que de nós, pois a candidatura de Ciro está colocada e resiste a todos que já se apresentaram", disse Ciro.

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