Bivar é pré-candidato à Presidência da República
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Bivar é pré-candidato à Presidência da República

Aliados da senadora Simone Tebet (MDB) entenderam o anúncio da pré-candidatura à Presidência de Luciano Bivar (União Brasil) como uma "desculpa esfarrapada".

No vídeo em que oficializa o seu desembarque do grupo que buscava se apresentar como terceira via, Bivar afirma que esperou até o último momento para decidir se faria uma coligação com outros partidos, mas que as demais legendas (MDB, PSDB e Cidadania) não tiveram a mesma unidade do União Brasil.

Correligionários de Tebet lembram que Bivar ficou cerca de dez dias em viagem ao exterior, ausente das negociações. Ele também ignorou o prazo que os próprios partidos da chamada terceira via definiram para o anúncio da candidatura única: 18 de maio.

A interpretação dos emedebistas é que a pré-candidatura do presidente do União Brasil recebeu apoio da ala do PSL que é favorável à reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Eles entendem que a saída de Bivar do bloco da terceira via foi benéfica para o presidente. O União Brasil, fruto da fusão do DEM com o PSL, tem o maior fundo eleitoral de todo o Congresso e daria ao suposto candidato escolhido um invejável tempo de televisão e rádio.

Outro argumento citado é o fato de os dirigentes do antigo DEM enxergarem nessa pré-candidatura uma oportunidade para enfraquecer a liderança de Bivar no União, já que ele precisará investir recursos do partido em uma campanha que, no cenário atual, é pouco provável de decolar. "Aproveitaram da vaidade dele", afirmou uma pessoa próxima à senadora.

No entorno de Bivar, embora o ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) esteja com a candidatura ao Senado garantida pelo próprio presidente, não está totalmente excluída a possibilidade de o ex-ministro compor, seja como candidato a presidente ou a vice, uma chapa com ele.

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