O diretor-executivo do Telegram, Pavel Durov, alegou que houve 'falhas de comunicação' com o STF
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O diretor-executivo do Telegram, Pavel Durov, alegou que houve 'falhas de comunicação' com o STF

Com mais de 1 bilhão de downloads em todo o mundo, o aplicativo de mensagem Telegram se viu na mira do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou, na última quinta-feira, que as plataformas digitais e provedores de internet adotem mecanismos para suspender o funcionamento do aplicativo no Brasil, após solicitação feita pela Polícia Federal (PF). Os administradores da ferramenta têm um prazo de cinco dias para cumprir a decisão, com possibilidade de multa diária de R$ 100 mil caso a medida não seja acatada.

O Brasil se tornou o 12º país a solicitar o bloqueio da ferramenta, criada em 2013 pelos irmãos russos Pavel e Nikolai Durov, que também desenvolveram a VKontakte, maior rede social da Rússia. Após atritos com o governo de Vladimir Putin, Pavel fugiu do país ainda em 2011, migrando por alguns países até se estabelecer nos Emirados Árabes Unidos, onde vive atualmente. A sede do Telegram fica em Dubai, uma das principais cidades do país.

Partes do VKontakte, no entanto, foram aos poucos sendo vendidas e acabaram sob o controle de aliados do governo russo. Durov deixaria o comando da empresa definitivamente em 2014, pouco antes de concluir o projeto do Telegram, que logo se tornaria um sucesso e um dos principais concorrentes do Whatsapp no mundo. Atualmente, segundo a revista Forbes, ele é dono do 113º maior patrimônio no mundo, com fortuna estimada em mais de 15 bilhões de dólares.

Pavel conta que a ideia de desenvolver o app de mensagem surgiu em 2011, quando agentes de forças especiais russas tentaram invadir sua casa. Sem ter um meio seguro de se comunicar com seu irmão, ele decidiu desenvolver um aplicativo próprio.

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Mais velho que Pavel, e mais discreto, Nikolai é responsável pela parte de desenvolvimento do app. Matemático, com doutorado na área de geometria, ele foi responsável, entre outras coisas, por elaborar o MTProto, protocolo de dados utilizado na ferramenta.

No Brasil, o app já está presente em cerca de 53% dos smartphones e é base para propagação de discursos de ódio, tráfico de drogas, propaganda nazista, entre outras atividades ilegais. A Polícia Federal apontou ao STF o constante descumprimento de ordens judiciais pelo Telegram. O aplicativo não atendeu a decisões judiciais para bloqueio de perfis apontados como disseminadores de informações falsa.

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