A morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes completam quatro anos nesta segunda-feira (14). O crime aconteceu na cidade do Rio de Janeiro, no bairro do Estácio. Os dois estavam dentro do carro quando outro veículo se aproximou e realizou uma série de disparos. Até hoje ninguém foi responsabilizado.
Apesar de duas pessoas terem sido presas por envolvimento no crime - o sargento da Polícia Militar Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio de Queiroz - o caso ainda não foi solucionado.
Na data de hoje, políticos e internautas subiram a hashtag #4anosSemResposta no Twitter. Na plataforma, eles pedem justiça e que o mandante do assassinato seja encontrado.
O ex-presidente e pré-candidato à Presidência da República este ano, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que seguirá cobrando a justiça para solucionar o caso.
O Deputado federal e amigo da vereadora, Marcelo Freixo (PSB-RJ) perguntou qual grupo político é capaz de "executar" uma parlamentar.
O pré-candidato à presidência Ciro Gomes (PDT) afirmou que “forças poderosas impedem o esclarecimento destes crimes brutais".
Guilherme Boulos, pré-candidato ao governo de São Paulo, também lamentou a falta de respostas sobre o crime.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) publicou um vídeo em sua conta no Twitter explicando como recebeu a notícia da morte da vereadora e falou sobre o racismo e o ecoamento da mesma pergunta de quatro anos atrás: "Quem mandou matar Marielle?".
Outras personalidades, portais e internautas se manifestaram em prol de justiça por Marielle e Anderson. O crime ainda não teve um desfecho, e o caso já passou por cinco delegados.
Há quatro anos uma série de manifestações populares por todo o Brasil alertou para a gravidade do assassinato. Ao todo, no mínimo 11 capitais brasileiras tiveram manifestações cobrando justiça em 15 de março de 2018.