Ex-ministro Sérgio Moro
Waldemir Barreto/Agência Senado
Ex-ministro Sérgio Moro

ex-ministro da Justiça Sérgio Moro (Podemos)  se referiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como "vaca sagrada" para o Partido dos Trabalhadores, ao criticar a reação da sigla à operação Lava Jato, nesse domingo (5).

Moro  afirmou que foi um "tremendo erro" o Supremo Tribunal Federal (STF) anular as condenações da operação . "Deu ao PT a oportunidade de dizer que foi tudo uma invenção", disse ele durante evento de lançamento de seu livro em Recife (PE).

"A partir do momento em que chegamos na vaca sagrada, o PT declarou guerra à Lava Jato", continuou, em referência a Lula.

Em abril, o Supremo decidiu anular todas as condenações do ex-presidente Lula no âmbito da Lava Jato . A ação devolveu os direitos políticos ao petista, permitindo que ele seja candidato nas eleições de 2022. 

"O Ministério Público acabou colocando em todas as denúncias o nome da Petrobrás e pedia a prevenção da 13ª Vara Federal de Curitiba, exatamente como no caso em questão. Em nenhuma das denúncias, seja no sítio Atibaia, seja no triplex do Guarujá, seja no Instituto Lula, em nenhuma delas, nem o Ministério Público nem o juiz Sergio Moro, quando condenou, em nenhuma delas apontou que o dinheiro veio da OAS, ou da Odebrecht, ou de alguém, ou contrato da Petrobrás. Não", disse o ministro da Corte Alexandre de Moraes à época.

Na ocasião, o ex-juiz também criticou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), alegou que ele não se preocupa com o combate à corrupção e disse que o mandatário "interferiu para evitar questões que lhe trouxessem dificuldades".

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