Presidente Jair Bolsonaro e o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira
Ascom/ Ciro Nogueira
Presidente Jair Bolsonaro e o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira


Com a filiação ao PL em suspensão , o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) admitiu que conversa com outros partidos. Um deles é o Progressistas, que segundo o presidente da República, ainda deseja agregá-lo aos seus quadros.


Em meio a isso, ele disse que sua situação com o PL depende de Valdemar Costa Neto, presidente da legenda, "com a sua habilidade de que todo mundo conhece, conduzir a coisa".


"O PP me quer lá ainda. Conversei com o Ciro [Nogueira, ministro-chefe da Casa Civil], com o Fábio Faria [ministro das Comunicações], Rogério Marinho [ministro do Desenvolvimento Regional], as pessoas que estão no Brasil. Eu tenho um limite. [Conversei com] O Republicanos também", disse o presidente nos Emirados Árabes, segundo a Folha de S. Paulo. Ele falou com a imprensa durante visita à Expo 2020, em Dubai, nesta segunda-feira (15).


Os ministros citados estão em partidos diferentes: Ciro é presidente licenciado do PP, Fábio Faria está no PSD, mas, segundo o Metrópoles, tem filiação acertada para o Progressistas. Já Marinho está sem partido no momento.

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A filiação de Bolsonaro ao Partido Liberal, dois anos após deixar o PSL, voltou à fase de discussões por discordâncias quanto aos palanques estaduais do partido . De acordo com a Folha, o principal conflito é em São Paulo, onde o PL pretende apoiar a candidatura do atual ex-governador do estado, Rodrigo Garcia (PSDB). O problema é que ele é aliado do governador João Doria (PSDB), antes apoiador e hoje um dos principais adversários políticos de Bolsonaro.


Auxiliares do presidente até defendem que ele  espere o resultado das prévias do PSDB para definir seu futuro partidário. Marcada para o próximo dia 21, a eleição interna vai decidir entre Doria, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, quem será o representante tucano na eleição presidencial.



Mas o que Bolsonaro adiantou é que  não vai deixar a escolha para o último minuto  — ele tem até o início de abril para se filiar a uma legenda. O plano do presidente é encontrar uma solução em duas ou três semanas.

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