Ex-governador de SP, Márcio França
Divulgação/Governo de São Paulo
Ex-governador de SP, Márcio França

Para o ex-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), o atual governo do estado é, na verdade, gerenciado por Rodrigo Garcia (vice-governador) e não por João Doria (PSDB) . Em entrevista ao UOL nesta quinta-feira (14), França fez duras críticas a gestão de Doria. 

Segundo França, o atual governador de São Paulo está mais preocupado com as eleições presidenciais de 2022 do que com o estado que lidera.

"Doria nem é governador. O governador do estado é Rodrigo Garcia, o vice dele. Faz três anos que Doria não é governador. Ele pintou o palácio de preto, transformou o Palácio dos Bandeirantes em uma batcaverna. Ele virou o Robin, o Rodrigo Garcia virou o Batman, e existe um mordomo, que é quem cuida de tudo, o Milton Leite (presidente da Câmara Municipal de São Paulo)", afirmou o ex-governador.

Márcio França enxerga Doria como alguém que está focado nas prévias do PSDB para a sucessão presidencial de 2022. O atual governador de São Paulo é um dos pré-candidatos à presidência pelo partido, juntamente com o gaúcho Eduardo Leite.

Além disso, a estratégia eleitoral de Doria, segundo o ex-governador, é estar cada vez mais aliado ao Instituto Butantan, devido a produção da vacina CoronaVac desenvolvida no estado de São Paulo.

Na visão de França, Doria é o responsável pela eleição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), por tê-lo apoiado no segundo turno de 2018.

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"Ele vai grudar nessa história da vacina, como grudou no assunto Bolsonaro. Doria é diretamente responsável pela situação brasileira. Doria foi a principal figura de destaque no segundo turno (das eleições de 2018), lançando uma frase importante, 'Bolsodoria'. Foi o mote da campanha", afirmou o ex-governador.

Eleições 2022

A respeito das eleições do ano que vem, França declarou que pretende se filiar a outro partido e não confirmou se será vice-candidato de Geraldo Alckmin, hoje PSDB. 

"Não está descartado (ser vice do Alckmin). Me dou muito bem com o Alckmin (...) a chance maior é eu ser governador de São Paulo. Alckmin pode estar comigo e gostaria muito que estivesse", ressaltou França.

Em relação ao seu partido, PSB, França não descartou uma possível aliança com o PT em 2022.

"Temos boas relações nacionais com vários partidos, inclusive com o PT. Nosso presidente nacional (Carlos Siqueira) esteve com o Lula recentemente e disse a ele uma coisa meio obvia, que o PT tem uma sensação que a eleição já acabou, que o Lula é o presidente, começa a imaginar que já vai montar o governo", finalizou Márcio França.

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