Bolsonaro mostrando caixa de cloroquina
Reprodução/TV Brasil
Bolsonaro mostrando caixa de cloroquina

O plano de saúde Prevent Senior, investigado pela CPI da Covid, atuou para ocultar mortes de pacientes que participaram de um estudo realizado para testar a eficácia da hidroxicloroquina e azitromicina no tratamento Covid-19, segundo um dossiê revelado pela "Globonews" . A pesquisa foi apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Bolsonaro e os filhos, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), já haviam defendido as recomendações da empresa pelo uso das drogas sem comprovação científica nas redes sociais.

No documento enviado à CPI da Covid médicos e ex-médicos da Prevent denunciam irregularidades do estudo e informam que a disseminação da cloroquina e outras medicações foi resultado de um acordo entre o governo Bolsonaro e a empresa.

Flávio Bolsonaro usou o Twitter para compartilhar tuítes do procurador da República, Ailton Benedicto, em defesa da prescrição de hidroxicloroquina e ivermectina pela Prevent Senior, nos dia 5 e 19 de abril deste ano. Na publicação, o procurador ataca o G1 por uma reportagem sobre o tema.

No mesmo mês, o presidente Jair Bolsonaro fez uma live com os médicos Hélio Beltrão, Zanotto e Pedro Batista Jr, da Prevent Senior, para falar sobre tratamentos para Covid-19 e a situação da pandemia no país.

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Flávio e o irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), apagaram tuítes e retuítes que falavam sobre o estudo promovido pela empresa sobre o uso de hidroxicloroquina, segundo o "Projeto 7 c0", que acompanha a retirada de posts de políticos nas redes. Eles excluíram as publicações em maio e julho do ano passado. .

No dia 18 de abril, Flávio voltou a defender a atuação da Prevent Senior e criticou o SUS.

"Prevent Senior diz ter estabilizado situação, tem vagas de UTI, já deu alta para 400 pacientes que tiveram Covid-19 e criou protocolo que reduziu de 14 para 7 dias tempo de uso de respiradores. SUS nunca a procurou para saber qual foi o protocolo usado", escreveu.

Bolsonaro também defendeu o protocolo usado pela empresa para a administração de hidroxicloroquina.

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