Ex-presidente Michel Temer (PMDB)
Beto Barata/PR
Ex-presidente Michel Temer (PMDB)

O ex-presidente Michel Temer,  principal responsável pelo nota divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) amenizando a crise entre Poderes, disse acreditar que os ataques do Chefe do Executivo ao Supremo Tribunal Federal (STF) tenham ficado no passado.

“Aquelas frases no estilo ‘não vou cumprir decisão judicial’, eu acho que a partir de hoje, pelo menos muito fortemente essa sensação na conversa muito objetiva que Bolsonaro comigo, eu sinto isto é coisa do passado. Como se diz, ‘olha, vamos contar o tempo a partir daqui, é porque ele vai pautar-se por esse documento, por essa declaração que lançou no dia de hoje”, disse à CNN Brasil.

Temer foi convocado para fazer 'moderar' Bolsonaro. Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o ex-presidente intermediou um telefonema entre Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, antes da divulgação da carta de recuo.

Com tom conciliador, diferentemente das usuais manifestações de Bolsonaro, o texto diz que o mandatário nunca teve "nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes".

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"Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar", escreveu o presidente.

O recuo de Bolsonaro decepcionou seus apoiadores. Figuras importantes da base de apoio do mandatário, como Silas Malafaia e o deputado Otoni de Paula (PSL-SP), se manifestaram de forma negativa ao ato conciliador.

O pastor, que não só orienta o presidente, mas tem viajado com ele país afora, mostrou sua decepção nas redes sociais, dizendo que é aliado de Bolsonaro, mas 'não alienado'. 


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