Polícia Militar
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Policiais militares (PMs) de todo o Brasil devem participar das manifestações programadas para o dia 7 de Setembro em favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mesmo  contra normas da corporação, como no caso do estado de São Paulo.  Entidades policiais que reunem praças e oficiais de diversos estados defendem que não há risco de ruptura institucional e de insubordinação.

Para essas entidades, os policiais devem participar de maneira individual, não representando a instituição. Além disso, argumentam que os policiais sabem que, se cruzarem a linha, vão ter que responder disciplinar ou criminalmente. Em crítica aos governos dos estados, apontam ainda que a preocupação da categoria é com salários e condições de trabalho.

“Não é nada desse clima que estão pregando, está havendo uma superestimação”, afirma o coronel da reserva Marlon Teza, presidente da Federação Nacional das Entidades de Oficiais Militares Estaduais (Feneme), que reúne 51 associações e 75 mil filiados.

Nos últimos dias, Bolsonaro tem atacado ainda mais o Supremo Tribunal Federal (STF) e inflamado os atos. Enquanto isso, governadores estão monitoram as ações políticas de seus policiais, temendo casos de insubordinação.

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Até mesmo grupos que têm convocado policiais abertamente para participar do ato do dia 7 de setembro não acreditam em risco de insubordinação. "A PM de SP é muito legalista, muito disciplinada", diz o tenente da reserva Paulo Roberto Torres, líder de um movimento chamado Comissão de Estudos de Assuntos de Interesse dos PMs de SP (CEPM).

Torres defende que "tem que tirar os 11 [ministros do STF] de carreira, de maneira legal", mas que "ninguém é revolucionário". Ele é um dos responsáveis pela articulação com empresários para transporte de ônibus de policiais do interior para a capital paulista no dia do protesto.

Já o grupo Associação Nacional dos Militares Estaduais (AmeBrasil), que agrupa 18 entidades, publicou uma nota dizendo que “as polícias militares não podem ser empregadas de forma disfuncional por nenhum governador, pois são instituições de Estado e não de governo”, sem citar o presidente.

- Com informações da Folha de S. Paulo.

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