Presidente Jair Bolsonaro
O Antagonista
Presidente Jair Bolsonaro


O presidente Jair Bolsonaro lamentou a sequência de crises que atingiu seu governo durante o seu mandato. Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada nesta terça-feira, o presidente disse que parecia que estava sendo "testado" e que só Deus explicava seu governo ainda estar de pé.

Bolsonaro recebeu um coral evangélico e assistiu à apresentação do grupo. Após uma oração, o presidente fez uma espécie de retrospectiva do seu governo e citou como problemas a pandemia, a crise hidrológica que diminuiu o nível dos reservatórios e a geada que atingiu o país neste ano.

"O que conforta a gente é ter a consciência em paz e mesmo com dois anos de governo, com desgaste, com inflação, que vem do "fique em casa, economia a gente vê depois". Produzimos menos e gastamos mais, inflação tá aí. Mas isso é uma coisa que aconteceu no mundo todo", disse Bolsonaro, que completou: "Só Ele (Deus) explica a gente estar de pé. Não falta gente querendo aquela cadeira, não é para bom uso não. Os que criticam não apontam soluções". 

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Na conversa, Bolsonaro voltou a atacar as urnas eletrônicas, apesar da ausência de evidências ou denúncias de fraude nas eleições, e também defendeu o uso de medicamentos sem eficácia comprovada. Aos apoiadores, o presidente reclamou da CPI e disse que as acusações que deve sofrer pela comissão seriam equivalentes ao "capeta apurando alguma coisa no paraíso".


"Foi um primeiro ano difícil, o segundo acabou sendo mais difícil por causa da pandemia. Agora no terceiro, ainda tem um restinho da pandemia, espero que já esteja no final. Veio uma geada também. Estamos na maior crise hidrológica nos últimos 91 anos. Parece que eu estou sendo testado. Nunca se viu uma seca como essa. Reservatórios foram lá embaixo. Não sei como a gente tá resistindo ainda. Só tem uma explicação", afirmou.

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