Ciro Gomes, Eduardo Leite e Luiz Henrique Mandetta
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Ciro Gomes, Eduardo Leite e Luiz Henrique Mandetta


Em debate realizado nesta quinta-feira (12), pré-candidatos de centro à presidência da República em 2022 criticaram medidas recentes do governo, como o novo Bolsa Família , e a conduta de Jair Bolsonaro na semana em que o Congresso enterrou a PEC do voto impresso . Assim como em evento similar realizado em 1º de julho, Ciro Gomes (PDT), Eduardo Leite (PSDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) evitaram apostar em confrontos diretos. A coletiva foi realizada pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com o jornal "O Estado de S. Paulo".

Ciro cobrou uma reação dura das instituições aos ataques de Bolsonaro. Na última terça-feira, o presidente acompanhou um desfile com veículos blindados das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios , atitude que foi vista por parlamentares como uma "ameaça de golpe".

"Nesta semana, mais uma vez o Brasil esteve levado ao extremo da tensão. A falta de respeito, o despudor, a falta de decoro como se comporta Jair Bolsonaro tem de ter um reparo duro, sóbrio e firme das instituições", afirmou Ciro.

Já o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou que democracia é oportunidade de "eleição", mas também de "contestação":

"Todas aquelas esferas em que pode ser contestado um governo, a imprensa, o Parlamento, o Judiciário e os governadores, estão constantemente sob o ataque do presidente da República", disse Leite, defendendo que é preciso apostar na "resistência democrática".

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O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM) citou a frustração do também ex-ministro Sérgio Moro com a transferência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a criação de um orçamento secreto ao falar sobre o tema da corrupção:

"O que a gente tem como pano de fundo da corrupção? Lá atrás, o mensalão, que pagava uma mesada. Depois, a entrega do orçamento completo. E, agora, precisou a imprensa livre, que é um farol de combate à corrupção, mostrar além de tudo um orçamento secreto em que a negociação se dá a bel prazer da precificação", disse Mandetta.


Junto a Ciro, o ex-ministro da Saúde teceu críticas ao novo Bolsa Família.

"Me parece que esse nicho agora o presidente olha e fala: ‘Tá chegando o ano que vem a eleição. Vou fazer a mesma coisa que faziam, vou mudar o nome, colocar uma outra embalagem’. E piorada, porque nem exigir a educação que transforma não exige. E nem oferecer a válvula de saída, com capacitação, com oportunidades para que a pessoa possa exercer a sua aptidão",  disse.

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