As equipes da polícia no local onde o corpo de Raissa foi encontrado
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As equipes da polícia no local onde o corpo de Raissa foi encontrado

O tio que participou no estupro coletivo e morte da sobrinha, em Mato Grosso do Sul , foi encontrado morto dentro do presídio estadual de Dourados nesta quinta-feira, dia 12. Além dele, outros quatro envolvidos nos crimes tinham confessado seus atos. Elinho Arévalo foi preso no dia anterior, junto com Leandro Pinoza, de 20 anos. Os demais são adolescentes e, portanto, foram conduzidos para a Unidade Educação de Internação, também em Dourados.

À polícia, Elinho admitiu ainda que abusava sexualmente da criança desde que ela tinha 6 anos . Por ter sido mantido afastado de outros presos, a suspeita é que ele tenha cometido suicídio. O caso será investigado.

A vítima, uma menina indígena kaiowá de 11 anos, foi identificada como Raissa da Silva Cabreira. Após o estupro, ela foi jogada viva de uma pedreira perto da aldeia Bororó, comunidade onde morava em Dourados, no domingo . O corpo foi encontrado na segunda-feira.

"Todos eles não demonstraram arrependimento. São extremamente frios. O tio chegou a ser debochado. Ele veio à delegacia, prestou depoimento e chegou a dizer que estava preocupado com a sobrinha. E mentiu. Só quando nós o apertamos foi que confessou", disse o delegado, adiantando que o tio abusava de Raissa desde que ela tinha 5 anos.

Raissa foi arrastada por dois adolescentes, que a embriagaram. No caminho para a pedreira, onde estavam Leandro e outro adolescente, a menina gritou por socorro. O filho de Elinho viu e chamou o pai para ajudar. Quando ele chegou ao local, porém, se uniu aos demais.

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