Dr Gilberto durante sessão na Câmara de Vereadores antes da pandemia da Covid-19
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Dr Gilberto durante sessão na Câmara de Vereadores antes da pandemia da Covid-19

Único vereador ausente na sessão que cassou o mandato de Dr. Jairinho , nesta quarta-feira, Dr. Gilberto apresentou um atestado odontológico à presidência da Câmara Municipal alegando a necessidade de repouso absoluto depois de ter realizado a extração de três dentes. O parlamentar, que poderia ter votado virtualmente, afirmou em entrevista ao GLOBO que estava dormindo no momento em que a Casa Legislativa cassava, pela primeira vez, o mandato de um vereador.

— Avisei antecipadamente que não participaria das sessões finais deste semestre. Como a licença já estava apresentada, entendi que a minha participação na sessão não teria legalidade. Meu voto não interferiu no resultado. No momento da sessão eu estava repousando, dormindo, pois a noite foi muito ruim — disse ele que garantiu que teria votado pela cassação de Dr. Jairinho — Se eu votasse, meu voto seria voto 'sim' — completou Gilberto, que integrou a Comissão de Justiça que deu parecer favorável à cassação.

Conhecido como um dos vereadores mais próximos de Jairinho, Dr. Gilberto — que também é médico — foi preso em 2017, em uma ação conjunta do Ministério Público com a Polícia Civil. De acordo com informações do MP-RJ, ele era o chefe de um esquema criminoso que cobrava taxas para a liberação de corpos depois da necropsia no Instuto Médico Legal de Campo Grande, na Zona Oeste. Na ocasião, a Polícia também cumpriu mandado de busca e apreensão no gabinete dele, na Câmara.

O vereador voltou à Câmara um ano e três meses depois, depois de conseguir na Justiça a suspensão das medidas cautelares que vinha cumprindo. Apesar das acusações e do tempo afastado, não foi aberto um processo de impeachment contra ele.

Jairinho será substituído por ex-presidente da Associação da Muzema

Dr. Jairinho será substituído por Marcelo Diniz Anastácio (Solidariedade). Ex-presidente da Associação de Moradores da Muzema, na Zona Oeste da capital fluminense, Marcelo Anastácio contabilizou 6,3 mil votos na última eleição.

Em abril de 2019, quando dois prédios caíram na região, matando 24 pessoas, ele foi intimado a prestar esclarecimentos à Polícia Civil sobre a atuação da associação. Havia suspeita de que a entidade estivesse sendo usada como uma imobiliária clandestina, já que o único documento de posse do imóvel dos moradores do condomínio Figueira do Itanhangá era fornecido pela associação.

Apesar disto, Marcelo Diniz Anastácio não chegou a ser indiciado e sempre negou qualquer envolvimento com a milícia que atua na região.

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