Pedro Hallal é epidemiologista da UFPel e depoente na sessão desta quinta-feira da CPI
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Pedro Hallal é epidemiologista da UFPel e depoente na sessão desta quinta-feira da CPI


O epidemiologista da UFPel, Pedro Hallal, declarou, nesta quinta-feira (24), durante a Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) da Covid-19 , que o slide que apresentava a diferença dos dados de contágio pelos grupos étnicos, desenvolvido no estudo Epicovid-19, foi censurado na coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, onde o médico apresentaria os resultados da pesquisa.

Segundo Hallal, 15 minutos antes que se iniciasse a coletiva de imprensa, o epidemiologista foi informado pela assessoria de comunicação que o slide foi retirado da apresentação.

"Este slide que apresentava a diferença pelos grupos étinicos foi censurado, repito o termo, censurado. Na coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, na qual apresentei os resultados dessa pesquisa, faltando 15 minutos para começar minha apresentação, eu fui informado pela assessoria de comunicação de que o slide tinha sido retirado da apresentação", declarou.

Pedro Hallal ainda completou dizendo que o estudo teria sido interrompido logo depois, e sem nenhuma justificativa técnica.

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"Pouco tempo depois, o Ministério da Saúde decidiu interromper o monitoramento por meio do Epicovid sem qualquer justificativa técnica.  Até por que se formos discutir tecnicamente, esse estudo que foi publicado no The Lancet Global Health pouco meses atras, ele pegou mais de 500 estudos sorológicos que existiam até essa data no mundo e avaliou a qualidade metodológica dos estudos. O Epicovid brasileiro foi um dos oito estudos que tirou nota máxima nos indicadores de qualidade", completou.

Ao ser quesitionado pelo senador Randolfo Rodrigues (Rede-AP) de quem teria partido a ordem de censurar o slide, o epidemiologista disse ter partido do então secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco.

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