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Agência Brasil
Bolsonaro diz que "só na fraude o nove dedos volta", em alusão ao ex-presidente Lula

presidente Jair Bolsonaro (sem partido) manteve o silêncio na manhã desta segunda-feira sobre as 500 mil mortes pela Covid-19 no Brasil. Desde sábado, quando o país ultrapassou a marca, Bolsonaro tem preferido comentar outros assuntos. Na manhã desta segunda-feira (21), o presidente fez uma alusão a Luis Inácio Lula da Silva (PT) ao dizer que "só na fraude o nove dedos volta".

O Brasil já acumula 501.918 óbitos pela doença, de acordo com os dados foram reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa que compila informações divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde.

CPI: Comissão já listou 38 potenciais falsos testemunhos de depoentes

Durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a defender a implementação do voto impresso para as eleições presidenciais de 2022. Ele chamou o ex-presidente Lula de "nove dedos" e disse que o petista só volta ao cargo se houver fraude.

"Só na fraude o nove dedos volta. Se Congresso aprovar e promulgar, teremos voto impresso. Não vai ser uma canetada de um cidadão como esse daqui que não vai ter voto impresso", disse Bolsonaro.

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Desde a eleição de 2018, o presidente afirma, sem apresentar provas, que há fraude nas eleições com as urnas eletrônicas. No entanto, nunca foi registrada a comprovação de qualquer tipo de irregularidade que pudesse modificar o resultado das eleições no Brasil. Segundo a oposição, a estretégia do presidente é uma forma de fragilizar as instituições e de preparar o caminho para que ele questione o resultado em 2022, caso não seja eleito.

O presidente também destacou que, nesta semana, deve ser votado o projeto de lei que altera regras de cobrança do ICMS sobre combustíveis. Ele disse que está confiante na atuação do presidente da Câmara, Arthur Lira , para aprovação da proposta que estabelece um valor fixo do ICMS para todo o país. Apesar de reconhecer que “há dificuldades”, ele acredita que "dá para aprovar".


"Eu acho que dá pra gente aprovar, porque cada governador vai ter quanto é o seu ICMS. A gente resolve a questão do combustível no Brasil", garantiu.

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