Presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM)
Divulgação/Agência Senado/Edilson Rodrigues
Presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM)

A sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid teve início nesta quarta-feira, 16, com uma votação de uma série de requerimentos, antes do ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, a depor . Dentre os requerimentos, foram aprovados as quebras de sigilos de empresários de farmacêuticas e de Carlos Wizard.

Foram solicitados quebras de sigilo telefônico, telemático, fiscal e bancário de cinco empresários, dentre os quais Carlos Wizard, que é apontado como um dos integrantes do "gabinete paralelo".

Renato Spallicci e Renata Farias Spallicci, presidente e diretora do laboratório farmacêutico Apsen. A empresa é citada em documentos recidos pela CPI e teria lucrado com a alta nas vendas de medicamentos sem eficácia contra a Covid-19, como hidroxicloroquina e ivermectina. Jose Alves Filho, sócio-administrador da Vitamedic Indústria Farmacêutica, também alvo. A empresa também teria lucrada na venda de medicamentos do "kit covid" para o "tratamento precoce". 

Além deles, Francisco Emerson Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos,  também teve os sigilos quebrados. A empresa intermediou a negociação entre o Brasil e a Bharat Biotech para aquisição da vacina Covaxin. A empresa teria recebido R$ 500 milhões do contrato de R$ 1,6 bilhão fechado entre o Governo Federal e o laboratório indiano em fevereiro.

Os senadores membros da CPI também rejeitaram, em votação, a convocação de Carlos Eduardo Gabas, do Consórcio Nordeste - uma derrota da ala governista, que foca em desvios de recursos públicos para tentar retirar o foco das ações e falas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na pandemia.

A comissão também aprovou a reclassificação de documentos sigilosos enviados à comissão que não estão dentro dos critérios legais para serem considerados sigilosos. Segundo o presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD-AM), já são mais de 1,5 terabyte de informações.

A CPI também aprovou o pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) que forneça a relação de procedimentos e processos instaurados que envolvem o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

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