Liana Cirne, vereadora do PT, foi agredida por policial no Recife em ato contra Bolsonaro
Reprodução/Twitter
Liana Cirne, vereadora do PT, foi agredida por policial no Recife em ato contra Bolsonaro

A vereadora Liana Cirne (PT), do Recife , agredida por policial durante ato contra o presidente Jair Bolsonaro na manhã deste sábado (29), na capital pernambucana , diz que os agentes foram "covardes" e são "servidores públicos como eu". Segundo a vereadora do PT, ela pediu a identificação a um PM, quando ele disparou um jato de spray de pimenta em sua direção, a uma curta distância.

O ato foi registrado em vídeo e viralizou nas redes sociais, bem como outras cenas de violência registradas na manifestação do Recife contra Bolsonaro promovidas pela PM. 

vice-governadora de Pernambuco , Luciana Santos (PSOL), disse que o governo estatual não pediu para a PM intervir nas manifestações na capital, embora um decreto proibisse aglomerações e limitasse a circulação de pessoas aos serviços considerados essenciais, uma forma de tentar minimizar a crise sanitária provocada pela Covid-19.

"A ação da PM contra manifestantes não foi autorizada pelo governo do Estado. Nós estamos ao lado da democracia. Os atos de violência, que repudiamos desde já, estão sendo apurados e terão consequências. #ForaBolsonaro", disse Luciana, em publicação no Twitter.

Agredida durante o ato prematuramente encerrado pela PM no Recife, Liana Cirne lamentou o uso de força e classificou como "lastimável" a violência da polícia contra um ato pacífico.

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"Na ponte Princesa Isabel, desci do carro e com minha carteira de vereadora em punho impedi que a viatura perseguisse os manifestantes que estavam pacíficos no ato e já correndo e pedindo socorro", relatou a vereadora do PT .

"Ele se dirigiu até a viatura e, no momento que pedi para que ele se identificasse, ele voltou para a viatura, e eu mais uma vez pedi que ele se identificasse. E então ele disparou um jato muito longo de spray de pimenta diretamente no meu rosto, a cerca de um palmo de distância do meu rosto, mas felizmente não tive nenhuma lesão mais grave nos meus olhos", completou.

Após ser agredida, a parlamentar seguiu para a Central de Plantões da Capital (Ceplanc), no bairro de Campo Grande, para registrar um boletim de ocorrência contra os policiais envolvidos. Os policiais, inclusive, também a denunciaram, e ela diz ter sido pega de surpresa.

"Mentiram acintosamente sobre os fatos e me acusaram de tê-los provocado algum tipo de injúria. Felizmente, os vídeos, os fatos falam por si mesmos", disse.

Confira nota da vereadora Liana Cirne sobre as agressões policiais

"O mandato da vereadora Liana Cirne realizou plantão jurídico neste sábado (29), para atender eventuais prisões e casos de violência contra manifestantes que participaram do ato "Fora Bolsonaro".

Ao receber as denúncias de agressões policiais cometidas contra participantes do ato, que até então transcorria pacificamente, nossa equipe se dirigiu à manifestação na ponte Princesa Isabel, no Recife, onde os policiais agrediam a população com balas de borracha, bombas de efeito moral e spray de pimenta.

Ao passo que a vereadora se identificou, manteve a calma e tentou dialogar sobre o caráter pacífico da manifestação e sobre a ilicitude daquela ação policial, agindo para impedir novas agressões, a polícia, com truculência, a atacou com spray de pimenta diretamente no rosto.

Liana foi atendida na UPA e seguiu para registrar boletim de ocorrência na Central de Plantões da Capital, em Campo Grande.

A vereadora Liana Cirne manifesta sua solidariedade a todas as vítimas da ação policial ilícita e repudia firmemente os atos hoje ocorridos, pedindo a responsabilização não apenas dos policiais diretamente envolvidos, mas daqueles que comandaram a ação desastrosa ."

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