Deputada federal Bia Kicis (PSL-DF)
Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Deputada federal Bia Kicis (PSL-DF)

Nesta terça-feira (30), um dia depois da Bia Kicis , presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, publicar em sua rede social que apoia um motim da Polícia Militar contra o atual governador da Bahia, Rui Costa (PT) , a sessão da Casa de hoje foi marcada por manifestações contra a deputada e pedidos de renúncia. As informações foram apuradas pelo Metrópoles. 

Nos primeiros momentos da sessão, Maria do Rosário (PT-RS) pediu para que discursasse e declarou que Kicis não poderia continuar no comando da CCJ . “A parlamentar não defende a Constituição, não defender a Justiça e não defende a Cidadania. Os três pilares que fazem a existência dessa comissão são ofendidos permanentemente por essa parlamentar”, compartilhou. 

“Neste final de semana, nos deparamos com mais um absurdo, um ataque às instituições, um desrespeito de quem está na cadeira de defesa plena da Constituição. Ela [Bia Kicis] não apenas desconhece a constituição, mas a responsabilidade que tem”, continuou a acrescentou a petista. 

Depois, a palavra passou para a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS). Ela disse que a presidente da CCJ não tem mais condições para continuar no comando da Comissão. “Não é possível que os parlamentares se silenciem diante dos seus ataques às instituições”, declarou. 

Kim Kataguiri (DEM-SP), se manifestou sobre as pautas defendidas por Bia Kicis. “Assusta ver parlamentares desta casa defende sublevação, defendendo motim, que a Polícia Militar dos estados desobedeça a seus chefes e governadores.” 

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Pompeo de Matos, deputado do PDT-RS, usou seu tempo de fala para solicitar responsabilidade da deputada Kicis. “A vossa excelência está a incentivar uma belicosidade inimaginável. Estamos vivendo momento no país, onde radicalismo se exacerba cada vez mais. Uma espécie de barril de pólvora e venha vossa excelência e ascende um palito de fosforo. Parece pouco coisa, mas é o suficiente para causar um incêndio. Vossa excelente tem o dever de apagar incêndio e não de ser incendiária”, disse o pedetista. 

“Para o bem do interesse público do país, no meio desta pandemia com mais de 300 mil mortos, não seria o momento de a senhora [Bia Kicis] colaborar com essa Casa e com o Brasil e pedir para sair do comando da CCJ? Seria um bem que a senhora faria para a Casa e para o nosso país”, disse Bira do Pindaré (PSB-MA). 

“Lamento o pedido que abra mão de certas posturas pessoais que são típicas do mandato da vossa excelência em favor da cadeira tão importante que vossa excelência ocupa”, compartilhou a deputada Margarete Coelho (PP-PI). 

A presidente da CCJ se manteve calada durante todas as manifestações dos parlamentares . Com a Comissão em seu comando, Kicis vem encontrando dificuldade em impor a ordem nas sessões. Até o momento, tiveram cinco reuniões e nenhuma proposta conseguiu ser votada, a última reunião foi marcada por discussões entre bolsonaristas e petistas e a deputada também vem recebendo críticas sobre uso indevido da máscara de proteção a Covid-19 durante as sessões. 

“Não acho produtivo ficarmos discutindo o tuíte da nossa presidente, ainda que eu ache que foi infeliz”, disse Gilson Marques (Novo-SC). O fato é que não podemos ser um país governado pelo Twitter e muito mesmo um tuíte pautar uma hora da reunião da CCJ”, declarou. 

Nesta terça (30), o PSOL enviou uma ação contra a deputada solicitando que ela fosse afastada de seu atual cargo na presidência da Comissão. 

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