Senador Jorge Kajuru
Agência Senado
Senador Jorge Kajuru

Os senadores vão escolher, nesta segunda-feira, quem vai comandar a Casa pelos próximos dois anos . Disputam a eleição no Senado Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que aparece como favorito, Simone Tebet (MDB-MS),  Major Olimpio (PSL-SP), e Lasier Martins (Podemos). O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) abriu mão de sua candidatura para apoiar Simone Tebet (MDB-MS).

A sessão do Senado para iniciar os trabalhos que antecedem a votação foi aberta por volta das 15 horas pelo atual presidente da Casa , Davi Alcolumbre (DEM-AP), que aproveitou para fazer um balanço de sua gestão. Para que a deliberação comece, é necessário ter a presença de pelo menos 41 parlamentares. A previsão é que o resultado da votação saia no final da tarde.

Ao abrir mão da candidatura, Kajuru criticou o MDB, que segundo ele, passou Simone Tebet para trás em troca de "cargões".

Senadora Simone Tebet (MDB-RS)
Pedro França/Agência Senado
Senadora Simone Tebet (MDB-RS)


"A mulher é sofrida, é mais fácil passar uma mulher para trás, é mais fácil de enganar uma mulher. Foi o que o MDB, dito pelo próprio (senador) Renan Calheiros (MDB-AL), que chega agora a um fim melancólico, falou que é um partido de pedintes de carguinhos. Isso não é verdade, Renan. É de cargões. Tanto que eles fizeram tudo isso com a Simone Tebet em troca de uma vice-presidência do Senado que tem um orçamento extraordinário. E é por isso que eles passaram a perna, rifaram a Simone Tebet. Em homenagem à Simone Tebet, em respeito a uma mulher honrada, de história, eu abro mão da minha candidatura", disse Kajuru.

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De saída do cargo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse antes da sessão começar que a vacinação contra a Covid-19 poderia ter sido mais rápida. Ele também defendeu atenção aos mais vulneráveis.

"Nós teremos um país após a pandemia e a crise econômica, um país onde o nosso povo fica cada vez mais vulnerável. A gente precisa dar uma resposta para aqueles que mais precisam, aqueles que esperam da gente as respostas. Teremos graves problemas sociais. Já tínhamos antes da pandemia. Foram ampliados agora com essa crise", disse Alcolumbre.

"Esse olhar eu tenho certeza de que será o olhar desse próximo período, a partir do momento em que tivermos a vacinação, que também tem que ser uma questão urgente de todos nós brasileiros. As coisas estão acontecendo, irão acontecer. Poderiam ter sido mais rápidas. Mas estamos tendo a vacina no Brasil. Está chegando de várias origens. E a gente tem que ter vacina, seja de onde for, com autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), dos órgãos de controle, porque a gente só vai conseguir sair dessa dificuldade quando tiver o povo brasileiro vacinado", completou.

Rodrigo Pacheco, afilhado político de Alcolumbre (DEM-AP), chega ao dia da votação como o favorito, após reunir o apoio do presidente Jair Bolsonaro, além de outros 11 partidos: DEM, MDB, PT, PDT, Rede, PP, PSD, PSC, Pros, PL e Republicanos. Sem apoio do Palácio do Planalto, nem do próprio partido, o MDB, Tebet deve receber votos do Podemos, Cidadania e PSB.

A votação será por meio de cédulas de papel inseridas em envelopes. Cada voto deve durar em média seis minutos. Serão quatro urnas no total: duas dentro do Plenário e duas fora. Existe ainda a possibilidade de os parlamentares votarem por sistema 'drive-thru', sem descer do carro. Neste caso, eles entregam o voto dentro de um envelope para ser depositado em uma das urnas.

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