Bolsonaro e Doria estiveram alinhados na campanha de 2018; hoje, são rivais
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Bolsonaro e Doria estiveram alinhados na campanha de 2018; hoje, são rivais

O fato de a vacinação no Brasil ter começado por meio da CoronaVac — vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan devido a um acordo assinado entre o governo de SP e o laboratório chinês Sinovac —  teria feito com que a disputa política entre Doria e Bolsonaro se acirrasse . Segundo o Estado de S. Paulo , os ministros de Bolsonaro estão "proibidos" de atenderem a pedidos do tucano.

Segundo o jornal, quem "fizer graça" para Doria está sujeito até mesmo a ser exonerado do governo. Segundo interlocutores do Planalto, Bolsonaro está convencido de que Doria está alinhado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), para que haja desgaste no governo e, consequentemente, seja aberto um processo de impeachment.

A dobradinha entre Doria e Maia para negociar com a China em busca dos insumos necessários para a produção da vacina da Fiocruz teria deixado Bolsonaro ainda mais irritado.

Por ordem do presidente da república, o Ministério das Comunicações divulgou uma nota, na quarta-feira (20), dizendo que  "o governo federal é o único interlocutor oficial com o governo chinês".

Após a derrota ante a João Doria na corrida pela vacina, Bolsonaro tenta correr contra o tempo para importar imunizantes. Segundo Bolsonaro, as  duas milhões da vacina de Oxford importadas da Índia chegariam hoje no território brasileiro.

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