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O Antagonista
No Senado, PT e Bolsonaro unidos contra a Lava Jato


“Não temos condição de escolher um candidato de oposição ao Bolsonaro porque não tem”, foi o que disse o senador Rodrigo Carvalho (PT-SE) em entrvista ao jornal O Estado de São Paulo . O PT se une a bolsonaristas no apoio ao candidato Rodrigo Pacheco (DEM-MG) - que será o sucessor de Davi Alcolumbre - na disputa pela presidência do Senado Federal.

Enquanto defende Baleia Rossi (MDB-SP) na disputa pelo comando da Câmara dos Deputados, sob o argumento de defender a independência do Legislativo em relação ao governo federal, no Senado o PT apoia o candidato preferido do presidente, ao qual Bolsonaro já demonstrou "simpatia" .

Segundo o senador Carvalho, um dos motivos para não apoiar a senadora Simone Tebet (MDB-MS) é a sua defesa à operação Lava Jato . “Não nos agrada aqueles que professam esta fé. Esta fé não é a nossa fé”, disse Carvalho.

"Com respeito, mas qual foi a independência do MDB em relação ao governo? Vamos ver a vida real, na prática. Vale o que se faz, não o que se diz. O MDB foi líder do governo. Esse negócio de mais ou menos independente não existe. Quem dá poder ao Bolsonaro é a base que ele constrói", afirmou o petista.

O líder do PT também elogiou a gestão de Davi Alcolumbre à frente da casa, apesar da sua leniência com os atos antidemocráticos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido):


"Davi cumpriu um papel importante. Eu não votei nele em 2019, mas ele foi capaz de abrir espaço para algumas agendas. Todos tiveram possibilidade de apresentar projetos e acesso às relatorias. Ele manteve o papel de mediador. Foi menos agressivo nas críticas aos exageros que o governo cometeu, às ameaças à democracia, mas conseguiu manter a relação com o governo mantendo o diálogo com a oposição e compatibilizando as agendas.

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