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Agência Brasil
Presidente Jair Bolsonaro

Na manhã desta quinta-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou que, ainda este mês, o Brasil terá uma  vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) "para quem quiser". A afirmação foi dada durante uma conversa com apoiadores perto do Palácio do Planalto.

“Pra quem quiser vacinar, em janeiro vai ter. Deve chegar 2 milhões de doses em janeiro . O pessoal pode tomar sem problema algum", disse.

Além disso, o chefe do Executivo destacou a estratégia de imunização do Brasil: “temos um plano de vacinação , via SUS, que ninguém tem no mundo. Temos aí centenas de salas de vacinação pelo mundo. Não faltam”.

Na ocasião, Bolsonaro também comentou, sem mencionar dados científicos, que menos da metade da população brasileira irá tomar um imunizante contra Covid-19 .

Alguém sabe quantos por cento da população vai tomar vacina? Pelo que sei, menos da metade vai tomar vacina . Essa pesquisa eu faço na praia, na rua e em todo lugar”, relatou.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Datafolha entre 8 e 10 de dezembro de 2020, 73% dos brasileiros pretendem se imunizar.

O presidente ainda criticou, sem fundamentos científicos, vacinas que são aprovadas para uso emergencial . "Vacina sendo emergencial não tem segurança ainda. Ninguém pode obrigar ninguém a tomar algo que você não tem certeza das consequências”, defendeu.

Qualquer vacina aprovada, seja para uso emergencial ou para registro definitivo, passa pelos critérios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ). O órgão regulador avalia a segurança, a eficácia e a qualidade do imunizante.

De acordo com Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Anvisa , o uso emergencial acelera o processo , retirando de análise apenas a questão do preço. Ele ressalta que essa é uma discussão importante, mas que demora meses para um preço ser fixado.

"A análise é feita com todo rigor, não se abre mão de nada, só vai demorar menos porque não tem o registro definitivo dado quando há um preço que permite comercializar", explicou em entrevista à CNN Brasil .

Neto diz que a grande diferença entre o registro emergencial e o definitivo é a comercialização da vacina . O imunizante aprovado para o uso emergencial não pode ser comercializado, mas é rigorosamente analisado pela Anvisa.

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