Ministro Turismo
Isac Nóbrega /PR
Próximo a Bolsonaro, Gilson Machado assume Ministério do Turismo

O presidente Jair Bolsonaro nomeou nesta quinta-feira (10) Gilson Machado como novo ministro do Turismo . A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) um dia após Marcelo Álvaro Antônio, titular da pasta até então, ser demitido do cargo.

No DOU, a saída do deputado federal mineiro do Ministério do Turismo aparece a pedido. O Diário Oficial também traz a nomeação de Carlos Alberto Gomes de Brito para o cargo de diretor-presidente da Embratur. Ele era diretor de Gestão Corporativa da agência de promoção do turismo.

Álvaro Antônio foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro  no início da tarde desta de ontem. Na terça-feira, o deputado mineiro usou um grupo de WhatsApp que reúne todos os ministros do governo federal para  atacar o chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, responsável pela articulação política do Planalto.

Empresário e sanfoneiro

Aliado próximo a Bolsonaro já na pré-campanha ao Palácio do Planalto, Gilson Machado ficou conhecido por aparecer ao lado do presidente tocando sanfona nas lives que ocorrem às quintas-feiras. Desde o início do governo, Machado já apareceu em 13 delas.

Dono de uma pousada em São Miguel dos Milagres, no litoral de Alagoas, o pernambucano começou seu trabalho em Brasília, em janeiro do ano passado, em um cargo de segundo escalão. Coube a ele, no início do governo, assumir a Secretaria de Ecoturismo do Ministério do Meio Ambiente, chefiado por Ricardo Salles.

Quase seis meses depois, ele foi nomeado para presidir o então Instituto Brasileiro de Turismo, transformado no fim do ano na Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo. No comando da Embratur , ele ganhou mais destaque no entorno do presidente, passando a dispor de um status semelhante no setor ao do então ministro Marcelo Álvaro Antônio.

Amigo de Bolsonaro, Machado costuma frequentar o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente. Foi lá que ele protagonizou, em junho, uma cena que acabou virando piada involuntária, ao ser convocado para tocar e cantar “Ave Maria” na sanfona, sentado atrás de Bolsonaro , em homenagem às vítimas do coronavírus no Brasil.

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