Presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido)
Mariama Correia
Presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido)

 O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que "se comportou muito bem" durante a pandemia do novo coronavírus. A declaração foi dada durante almoço com oficiais-generais das Forças Armadas, no Clube da Aeronáutica. O Brasil tem 178 mil mortes provocadas pela doença.

"O Brasil olha para nós. Tem um presidente e um vice que são militares. Buscam com lupa possíveis defeitos. Buscam de todas as maneiras até mesmo desacreditar. E passamos neste ano um momento dificílimo com a pandemia. Juntamente com os nossos colegas, ministros civis, nos comportamos muito bem. Não só na questão da economia, bem como na busca de diminuir o sofrimento de nossos irmãos", afirmou.

Desde o começo da pandemia, o presidente minimizou os impactos da doença. Ele criticou medidas de isolamento social, aconselhada pela Organização Mundial da Saúde e por autoridades da área da Saúde, e defendia isolamento vertical, apenas para as pessoas de grupo de risco. Além disso, sugeriu o uso de medicamentos que não tem comprovação científica contra a Covid-19 para tratar a doença.

Bolsonaro elogiou o papel das Forças Armadas em crises que o país passou nos últimos dois anos. Ele citou especificamente a tragédia de Brumadinho (MG) no ano passado e o apagão no estado do Amapá.

"Começamos com uma situação muito triste, com o problema de Brumadinho. Outro problemas tivemos, o último a questão da energia elétrica no estado do Amapá. E quem, nos dois episódios, estavam na frente para buscar minorar a dor dos nossos irmãos eram os militares. Isso nos orgulha", afirmou.

O presidente disse ainda que os "momentos de conforto" que tem são porque sabe que, "em havendo qualquer imprevisto, as Forças Armadas estão prontas para cumprir com o seu dever e ajudar a população". O presidente, no entanto, não explicou quais imprevistos seriam esses.

"Peço a deus que nós realmente tenhamos assumido esse governo para que não fiquemos eternamente, mas as nossas lições, nossos exemplos, os dois anos com qualquer indício de corrupção, realmente façam a diferença", completou.

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