Mulher votando em urna
Jayme Campos/TSE
Partidos são obrigados a reservar percentual mínimo para a campanha de mulheres

O índice de mulheres eleitas no pleito municipal de 2020 subiu pouco mais de três pontos percentuais em comparação com o de 2016, chegando a 15,40% do total. Apesar do aumento, com esse percentual seria o equivalente a dizer que, de cada 100 candidaturas femininas , só quinze foram bem-sucedidas.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), o número ainda é bem inferior à porcentagem total de mulheres que saíram candidatas —o percentual foi de 33,50% entre os registros de candidatura considerados aptos.

O Estado de São Paulo recebeu 93.703 pedidos de registro de candidatura nas eleições municipais de 2020 considerando os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador, dos quais 90.222 foram considerados aptos pela Justiça Eleitoral.

A porcentagem maior das vitórias femininas veio nas Câmaras Municipais, com 1.055 vereadoras eleitas para mandatos que se iniciam em 2021, diante de 5.637 homens, o equivalente a 15,76%.

A participação das mulheres na chefia do Poder Executivo municipal ainda será pequena. Dos 598 prefeitos eleitos em primeiro turno, 58 (9,69%) são mulheres. Em segundo turno, venceram a disputa às Prefeituras neste domingo (30) outros 16 candidatos, sendo duas mulheres: Raquel Chini (PSDB), em Praia Grande, e Suéllem Rosim (Patriota), em Bauru.

O número de municípios no estado é de 645, mas ainda há candidaturas vencedoras com o registro em julgamento, o que influencia na comparação de todos os dados. Ainda houve 103 vice-prefeitas eleitas em primeiro turno, além de seis no segundo (em Diadema, Limeira, Mauá, Mogi, São Vicente e Taubaté).

Comparando-se os dados com as eleições municipais de 2016, verifica-se um aumento de candidatas eleitas, visto que o índice anterior havia sido de 12,30%. Na ocasião, 65 prefeitas e 855 vereadoras conquistaram mandato, além de 95 vice-prefeitas.

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